Pierce The Veil retornará aos palcos brasileiros em dezembro deste ano. A banda tem dois shows marcados: nos dias 14 e 16 de dezembro, em Curitiba e São Paulo, respectivamente. Com a formação atual composta por Vic Fuentes (voz e guitarra), Tony Perry (guitarra), Jaime Preciado (baixo) e Lionel Robinson (bateria como convidado), o grupo de San Diego traz ao país tropical a I Can’t Hear You World Tour, com o objetivo de divulgar seu trabalho mais recente.
No entanto, não é segredo que os fãs mantêm um forte apego emocional aos discos mais antigos da banda, especialmente aqueles que fizeram sucesso por volta de 2010. Misadventures (2016) é um dos álbuns mais celebrados pelo público, e Circles, sexta faixa do disco, continua sendo uma das mais aclamadas. Na época do lançamento, quase uma década atrás, Vic Fuentes compartilhou o significado por trás das músicas que compõem o álbum, e a história por trás de Circles foi uma das que mais chamou atenção.
Qual o significado de Circles de Pierce The Veil?
De acordo com Vic Fuentes, a canção nasceu de um processo intenso e pessoal. “Essa foi especial porque eu pude coescrevê-la com meu amigo Curtis Peoples e meu outro amigo Steve Miller. Nós a escrevemos em Los Angeles, no estúdio do Steve. Deixei a letra descansar. Não a toquei por um tempo. Eu não queria ter nenhuma ideia preconcebida sobre o que ela representava”, conta o artista. Ele explica que só finalizou a letra algum tempo depois, em Seattle: “No final, eu a escrevi em questão de quatro horas em um café. Eu estava esperando o tópico certo para escrever. Quando encontrei o que queria, veio tão facilmente.”
A inspiração veio de uma tragédia que marcou o mundo da música: os ataques ao Bataclan, em Paris. “Basicamente, eu a escrevi para as pessoas que perderam suas vidas ali. O que mais me afetou foi quando assisti aos Eagles of Death Metal falando sobre o que aconteceu. Eles disseram que muitas pessoas morreram tentando salvar seus amigos. Aquilo foi tão louco para mim, pensar nessas crianças em um show tentando salvar umas às outras, arriscando e perdendo suas vidas. Tínhamos tocado naquele local dois anos antes com Bring Me The Horizon. Poderia ter sido qualquer um de nós, qualquer uma das nossas bandas ou amigos. Isso me atingiu em cheio. Eu compus a música sobre duas crianças no show, é uma história sobre dois amigos tentando salvar um ao outro enquanto tudo está acontecendo”, relembra.
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