O Rio de Janeiro parou na noite do último sábado (05/07) para mais um daqueles encontros
que só a Fundição Progresso consegue proporcionar. Em uma das paradas da turnê de
despedida, marcada pela terceira data no Rio de Janeiro, o Natiruts fez valer cada verso e
cada vibração positiva que há quase 30 anos marcam sua trajetória.
O show começou com a leveza de Presente de um beija-flor, que já abriu os caminhos
para uma sequência certeira: Andei Só, Meu reggae é roots e Tudo vai dar certo levaram o público ao delírio logo de cara, deixando claro que ali não haveria espaço pra tristeza, mesmo em uma turnê de despedida.
Natiruts em sua última noite no Rio! A turnê Leve com Você é histórica, e a @Fundicao faz parte desse capítulo inesquecível. 🌿💛
— Moodgate ⚡️ (@Moodgate_) July 6, 2025
📹: @_daniel_cardoso pic.twitter.com/JO7RGCnC6Q
O clima foi de celebração, com luzes e efeitos especiais impecáveis. E o Natiruts fez
questão de passear por todas as fases da carreira, conectando gerações. De Deixa o
menino jogar a Palmares 1999, passando pela ensolarada Glamour Tropical (Rio em
dias de paz), o repertório equilibrou bem as faixas mais recentes e as clássicas. Além
disso, em tom descontraído, Alexandre Carlo se permitiu sair da rota e improvisar fora da
setlist original da turnê: mandou uma versão surpresa de Pérola Negra, de Luiz Melodia, e
revisitagens de faixas do primeiro disco da banda, para o delírio dos fãs mais antigos.
Houve momentos de pura emoção como em Iluminar, Canção pro vento e Em paz,
como também foi possível presenciar momentos em que a galera tirou os pés do chão,
como nos refrões vibrantes de Dois Planetas, Quero Ser Feliz Também, Natiruts Reggae Power e o hino Liberdade pra dentro da cabeça, que deixa o show em tom de catarse coletiva. Além disso, o momento inesperado e que emocionou ainda mais o público presente na noite de sábado foi quando membros da família dos integrantes subiram ao
palco. Foi de arrepiar.
Ao longo das músicas, Alexandre Carlo se mostrou extremamente conectado ao público.
Entre uma faixa e outra, agradeceu o carinho de décadas, reforçou a mensagem de amor e
resistência e falou sobre a importância de seguir espalhando positividade em tempos tão
duros.


A apresentação teve de tudo: corações emocionados, backing vocals impecáveis, arranjos
lindamente bem amarrados e aquela energia mística que só um show do Natiruts consegue
trazer. Foi despedida, mas com gosto de reencontro.
Se essa turnê é mesmo o fim dos palcos para a banda, eles estão se despedindo como se
deve e com o sentimento de que a música é eterna. Com o coração aberto, as raízes firmes
no reggae e uma multidão de vozes, mesmo com o fim do Natiruts, as músicas continuarão
ecoando por aí.


