Distorção, melancolia e shoegaze: essas são as três palavras que definem o show que a banda catarinense Adorável Clichê fez nesta sexta-feira (18), na Casa Natura Musical, em São Paulo. Formada por Gabrielle Philippi (vocal), Marlon Lopes (guitarra e vocal), Felipe Protski (teclado) e Gabriel Geisler (baixo), o quarteto trouxe ao público paulistano a atmosfera densa e sensível do álbum Sonhos Que Nunca Morrem, em comemoração ao seu um ano, com direito a momentos de nostalgia, introspecção e caos.
Além disso, a Pluma, banda formada por Marina Reis (vocal), Diego Vargas (teclado), Guilherme Cunha (baixo) e Lucas Teixeira (bateria), deu sequência à noite de forma enérgica e animada, com muita sintonia.
A Moodgate acompanhou tudo de perto e te conta como foi cada detalhe dessa noite densa:
Adorável Clichê: um ano de Sonhos que Nunca Morrem
Um bom shoegaze em uma noite gélida mostra uma combinação e tanto. No show, a banda trouxe seus hits de O Que Existe Dentro de Mim, de seu primeiro álbum, de 2018. Coros ecoaram em Falsa Valsa, Traços e Sobre Cair de Bicicleta.



A sensação de ouvi-los ao vivo é envolvente e sensorial. Com guitarras e baixos eletrizantes e batidas intensas. A voz de Gabrielle Philippi ao fundo, em meio a um caos mental lírico e rítmico, tinha destaque por seu equilíbrio, ora gritante pra angelical.
As faixas de Sonhos Que Nunca Morrem foram tocadas de maneira mais intimista, mostrando que era para isso que estavam ali. A banda citou no palco que estavam felizes em tocar na casa em especial ao um ano do álbum.
“como era antes” abre o show de @adoravel_cliche na Casa Natura Musical, ecoando como memória e melancolia, com guitarras suaves e versos delicados 💫 ⚡️
— Moodgate ⚡️ (@Moodgate_) July 19, 2025
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Os coros dos fãs eram altos, que Gabrielle se mostrou alegre e disse “Cês são bons nisso”. As faixas aonde mais, amarga e as coisas mudam para melhor trouxeram guitarras e baixos distorcidos, característica marcante do shoegaze, e vocais suaves, com picos marcantes.
O álbum explora angústias, memória afetiva e desapego. Cada música pareceu ser recebida com entusiasmo e emoção pelo público, que cantava junto como quem revive memórias pessoais através das letras reflexivas.

Na prática, as faixas trouxeram um suspiro no meio do caos, sendo uma balada existencial, com ritmos nostálgicos e reconfortantes, chegando a ser catártico, ao mesmo tempo que uma noite reconfortante.
Pluma: Sintonia e delicadeza no final de uma sexta-feira fria
A banda Pluma mostrou-se ao mesmo tempo delicada e ousada nos palcos, com fusão envolvente de gêneros como neo soul, jazz, R&B alternativo e, até mesmo, o pop, trazendo sensações íntimas e de paisagens sonoras.
O uso de sintetizadores e teclados, bem como vocais doces conduzidos pela vocalista Marina Reis, trouxeram a sensação de sintonia e calmaria para o fim da noite.



As faixas de seu novo álbum Não Leve a Mal, de 2024, mostraram que a banda brinca com contrastes em subgêneros musicais de forma orgânica sem rodeios. Foi um fim de noite agitado e rítmico.


