Hoje reconhecida como um dos maiores hinos do Kiss, God of Thunder nasceu envolta em tensão e frustração. Embora faça parte do clássico álbum Destroyer (1976), a história por trás da faixa revela um momento doloroso para seu criador.
A troca de vozes que virou ferida
A música foi composta por Paul Stanley, mas acabou sendo interpretada por Gene Simmons, decisão tomada pelo produtor Bob Ezrin durante as gravações. A escolha, segundo Stanley, o pegou de surpresa e o afetou profundamente.
“Quando toquei God of Thunder, Bob imediatamente disse: ‘Ótimo, essa é para o Gene!’ e seguimos em frente. Fiquei arrasado”, relembrou Stanley em entrevista à Rock Candy Mag, em 2022. “Foi devastador ver minha música ser entregue a outra pessoa daquela forma. Continuou sendo um ponto sensível, mesmo depois de ouví-la finalizada.”
Reconhecimento com o tempo
Apesar da mágoa inicial, Stanley admite que a decisão de Ezrin fez sentido com o passar dos anos. A performance de Simmons transformou a música em uma assinatura do vocalista e baixista, algo que talvez não tivesse acontecido com a voz de Stanley.
“É uma faixa tão do Gene… realmente destaca quem ele é. Nunca teria sido tão grande se eu a tivesse cantado. Bob estava certo, e Gene fez um ótimo trabalho. Pelo menos tenho o orgulho de saber que a música que o define foi escrita por mim.”
Assim, God of Thunder se tornou um dos pilares da identidade do Kiss, mas também uma das maiores lições de desapego criativo para Paul Stanley.


