O Encontro Histórico do Emo e Hardcore Nacional: I Wanna Be Tour 2025

O festival I Wanna Be Tour promete momentos históricos. Ver Fake Number, Gloria, Fresno, Forfun e Dead Fish dividindo o palco não é apenas um acerto no line-up, é um verdadeiro marco para a música alternativa brasileira.

Essas bandas formaram gerações, mantiveram a cena viva quando quase ninguém mais acreditava e, agora, colhem, com toda justiça, os frutos e o reconhecimento de suas trajetórias.

Fake Number

Formada em 2006, a banda foi um respiro pop punk em uma cena ainda dominada majoritariamente por bandas masculinas. A presença de Lívia Elektra nos vocais sempre foi, e continua sendo, um símbolo de representatividade. Com hits como Aquela música, Primeira Lembrança e Último Trem, o Fake Number uniu letras sensíveis a refrões que grudam na mente. Mesmo após um hiato, o carinho do público permaneceu intacto. Após o anúncio do retorno feito em um cinema de São Paulo, as redes sociais se encheram de fãs celebrando. Tê-los no I Wanna Be Tour é uma homenagem à força do emo/pop punk nacional.

Gloria

Poucas bandas souberam equilibrar tão bem o peso do metalcore com emoção e melodia quanto o Gloria. De Onde Estiver a Minha Paz, o grupo paulistano provou que é possível berrar dores profundas e, ainda assim, gerar identificação e catarse. Referência no emocore pesado nacional, a banda mantém uma base fiel de fãs desde o início. Tê-los no line-up é sinônimo de gritos libertadores e emoção à flor da pele.

Fresno

Se existe uma banda que atravessou fases, reinventou sua estética e, ao mesmo tempo, manteve sua base sólida, essa banda é a Fresno. Desde os primeiros acordes de Onde Está até experimentações recentes como Fudeu!!!, o grupo de Porto Alegre nunca teve medo de se arriscar. Com Lucas Silveira e Vavo à frente, a Fresno tornou-se um farol para toda uma geração de artistas. Recentemente, os shows comemorativos dos três primeiros álbuns levaram os fãs a um mergulho de nostalgia e pertencimento. Hoje, eles provam que o emo pode amadurecer com seu público, e ainda assim continuar pulsando no coração emotivo de todos.

Forfun

Se a adolescência tivesse uma trilha sonora oficial, é bem provável que ela fosse assinada pelo Forfun. A mistura única de rock, reggae, hardcore melódico e letras que falam direto ao coração transformou a banda em fenômeno. Morada, História de Verão, O Viajante, Hidropônica, cada música é um portal para lembranças e reflexões. Mesmo após a pausa, a turnê Nós mostrou que a banda segue cultuada como um clássico. Vê-los novamente no palco é um presente raro: um bis emocional e uma chance de reviver o sentimento único que só o Forfun desperta.

Dead Fish

Veteranos da cena, o Dead Fish sempre representou atitude, postura e muito hardcore. Desde os anos 90, a banda de Vitória (ES) berra contra injustiças e convoca reflexão e ação. Você, Queda Livre, Bem-vindo ao Clube são mais do que músicas, são hinos de resistência, gritos coletivos que ainda ecoam. Sua presença no festival é um lembrete poderoso: o underground é resistência, e a música também é política.

Ver essas bandas reunidas em um único festival, ao lado de nomes internacionais que marcaram o emo globalmente, é como ver páginas diferentes da mesma história finalmente se cruzando. Não se trata apenas de nostalgia é, acima de tudo, o reconhecimento da importância de cada uma na construção da cena alternativa nacional.

O I Wanna Be Tour será o palco onde essa história será celebrada com volume alto, emoção verdadeira e uma plateia pronta para cantar cada palavra.