The Rose transforma a Vibra São Paulo em um mar de luzes e emoções

Woosung, vocalista do The Rose, cantando em um show ao vivo, segurando uma guitarra personalizada com desenhos e a inscrição WRLD, sob iluminação de palco.
Foto: Ayumi Ranzini (moodgate)

Na noite da última sexta (8), a Vibra São Paulo viveu um espetáculo memorável com o retorno da banda sul-coreana The Rose ao Brasil. Woosung, Dojoon, Jaehyeong e Hajoon trouxeram a turnê Once Upon a WRLD, celebrando o novo EP WRLD e revisitando sucessos que marcaram sua trajetória.

Foto: Ayumi Ranzini (moodgate)

O show foi dividido em dois momentos. A primeira parte, mais intimista, veio em formato acústico com cinco músicas: Ticket to the Sky, Childhood, Definition of Ugly is,, a emocionante She’s in the Rain, cantada em coro por todo o público, e Tomorrow, que ganhou um tom ainda mais tocante ao vivo.

Depois, a energia tomou conta da casa no set principal, que somou ao todo 23 músicas. O público vibrou com Nebula, Lifeline e You’re Beautiful, e foi ao delírio com Back to Me e Alive, duas das favoritas dos fãs. 

Durante Back to Me, a Vibra São Paulo explodiu em energia. Assim que os primeiros acordes soaram, o público se levantou, cantando cada verso em uníssono enquanto pulava sem parar. No refrão, uma chuva de confetes coloridos tomou conta do espaço, enquanto no telão ao fundo fogos de artifício digitais iluminavam a cena, casando perfeitamente com a sensação de clímax de filme.

E, claro, não poderia faltar o famoso coro clássico (“LINDO, TESÃO, BONITO E GOSTOSÃO!”), que deixou os integrantes do grupo visivelmente tímidos e encantados. As expressões deles, ora surpresas, ora divertidas, provocaram um momento super descontraído e arrancaram risadas tanto da banda quanto da plateia. 

O momento mais intenso veio com RED, que precisou ser interrompida por uma situação de saúde com um fã na plateia, prontamente assistido, e retomada do início logo em seguida com ainda mais força.

Foto: Ayumi Ranzini (moodgate)

Clássicos como Sorry, Eclipse, Beauty and the Beast e Nevermind mostraram a versatilidade da banda, alternando entre emoção e potência. O encerramento com Sour, Cosmo e O foi catártico: luzes, gritos e aplausos se unindo numa despedida inesquecível.

Ao longo de quase duas horas, ficou claro o porquê do The Rose conquistar plateias pelo mundo. E tem um público tão fiel no Brasil. Com uma sonoridade que transita entre o rock alternativo, melodias suaves e toques de folk e country, o grupo transformou o Vibra São Paulo em um espaço de conexão genuína com os fãs, muitos deles emocionados do início ao fim.

Ao fim da setlist, já era explícito que o show havia sido um capítulo importante para a história da banda, e para quem teve a oportunidade (e sorte) de estar no evento. O público saiu com a certeza de que quando o The Rose floresce no palco, é difícil não se deixar levar.