Saiba o que esperar de cada show da I Wanna Be Tour 2025

Hoje (23/08) e no próximo sábado (30/08), diversas bandas icônicas do pop punk/emocore estarão reunidas, na Pedreira Paulo Leminski (Curitiba) e no Allianz Parque (São Paulo), respectivamente. Estamos falando de Fake Number, Glória, Neck Deep, Story of The Year, The Maine, Dead Fish, The Veronicas, Forfun, Fresno, Yellowcard, Good Charlotte e Fall Out Boy – as 12 atrações que a produtora 30eBR escalou para a I Wanna Be Tour 2025.

A primeira edição deste festival aconteceu em março do ano passado – quando a 30eBR reuniu grupos como Simple Plan, A Day To Remember e NX Zero em São Paulo, Curitiba, Recife, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Porém, desta vez, a I Wanna Be Tour foi limitada a apenas dois locais devido a grandes dificuldades logísticas em conciliar as agendas de todas as bandas escaladas. São Paulo e Curitiba foram as cidades selecionadas para receber a edição deste ano, pois essas foram as duas capitais onde a I Wanna Be Tour de 2024 mais atraiu público

Tudo indica que a segunda edição deste festival também será um investimento muito rentável para a 30eBR – afinal, a edição curitibana da I Wanna Be Tour já vendeu todos os ingressos para os setores ‘’Pista Premium’’ e ‘’Camarote’’ (restam apenas alguns poucos ingressos para os setores ‘’Pista’’ ou ‘’I Wanna Be A Fan’’, no site da Eventim ou na bilheteria física do Hard Rock Café). Para a edição paulista do evento, ainda há ingressos disponíveis em todos os setores, mas eles estão sendo vendidos rapidamente, no site da Eventim.

Se a sua presença na I Wanna Be Tour 2025 já está confirmada, aproveite e descubra, a seguir, um pouco do que você irá presenciar em cada um dos shows:

Fake Number (às 11:30, em Curitiba e às 11h, em São Paulo)

Quem abre a programação do palco It’s a Lifestyle é a banda paulista Fake Number – que havia paralisado as suas atividades em 2014, mas decidiu retornar, exclusivamente, para tocar no I Wanna Be Tour 2025.

Formada por Elektra (vocalista), Pinguim (guitarrista) e André Mattera (baterista), a Fake Number foi uma sensação do pop punk/emocore nacional, entre 2007 e 2014, graças a hits como 4 Mil Horas, Contra o Tempo e Aquela Música. Como a banda está retornando agora, o show que eles irão realizar na I Wanna Be Tour promete ser extremamente nostálgico: o repertório não deve incluir canções que Elektra, Pinguim ou André lançaram em seus projetos solo recentes… apenas sucessos dos álbuns Cinco Faces de um Segredo (2007), Fake Number (2010) e Contra o Tempo (2012).

Mesmo começando no período da manhã, esses dois shows de reunião, certamente, deixarão os fãs da banda em polvorosa!

Glória (às 12:20 em Curitiba e às 11:48, em São Paulo)

Ao fim da apresentação da Fake Number no palco It’s a Lifestyle, começará a performance do Glória, no palco It’s Not a Phase (os dois palcos ficarão um ao lado do outro e nunca receberão atrações simultaneamente, para, assim, facilitar a programação musical e a diversão do público).

O Glória é conhecido por misturar Emocore com alguns elementos característicos de Metal (essa fusão fica evidente, principalmente, graças ao frontman Mi Vieira, que entrega vocais gritados em screamo, na grande maioria das músicas).

O setlist da banda na I Wanna Be Tour 2025 deve incluir vários sucessos nostálgicos como Horizontes, Minha Paz e Vai Pagar Caro Por Me Conhecer, mas canções recentes como Metade, Um Segundo, Um Nunca Mais e Show de Horror, certamente, também integrarão o repertório do show.

Durante uma entrevista recente concedida ao portal Moodgate, os integrantes do Glória revelaram que é extremamente provável que os dois shows do grupo no I Wanna Be Tour 2025 contem com a participação especial de Lucas Silveira (vocalista da Fresno) cantando a música Horizontes com eles.

Neck Deep (às 13:10 em Curitiba e às 12:36, em São Paulo)

O primeiro show internacional do dia será o do Neck Deep – grupo galês que é amplamente reconhecido como um dos melhores nomes recentes do pop punk.

Embora o Neck Deep possua apenas 13 anos de existência, as músicas autorais da banda parecem ter vindo diretamente do início dos anos 2000 – isso porque a proposta do quinteto é abraçar a sonoridade primordial de grupos como Blink-182, Sum-41, Green Day, Simple Plan e New Found Glory, sem se levar muito a sério. No mínimo, deve ser um show divertido.

Story of The Year (às 14:05, em Curitiba e às 13:29, em São Paulo)

A banda americana Story of The Year possui uma discografia criminosamente subestimada que mistura Screamo, Emocore, Post-Hardcore, Pop Punk e Nu Metal. Ao longo de mais de 20 anos de carreira, o grupo já lançou 6 álbuns autorais e nunca mudou a sua essência sonora – pelo contrário: no recente álbum de inéditas Tear Me To Pieces (2023), podemos constatar que o quarteto continua com força total e investindo em músicas que destacam os vocais poderosos de Dan Marsala.

Se você gosta dos dois primeiros álbuns do 30 seconds to Mars (aqueles que vieram antes d’o grupo de Jared Leto se converter ao Pop), você vai ADORAR o Story of The Year!

The Maine (às 15h, em Curitiba e às 14:22, em São Paulo)

O The Maine é um ótimo exemplo de banda que empolga bem mais em cima dos palcos do que dentro de estúdios. Isso porque o grupo formado por John O’Callaghan (Vocalista), Kennedy Brock (Guitarrista), Jared Monaco (Guitarrista), Garret Nickelsen (Baixista) e Pat Kirch (Baterista) é conhecido por esbanjar simpatia em suas apresentações enérgicas e repletas de interações com o público. Em meio a isso, sucessos como Black Butterflies & Deja Vú, Blame e Everything I Ask For ganham uma força extra, quando tocados ao vivo.

Porém, vale avisar que, neste ano, o The Maine vem deixando alguns hits importantes de fora dos shows: Into Your Arms, I Think About You All The Time, Right Girl e I Only Wanna Talk To You são exemplos de músicas que andam sendo tocadas com pouca frequência e que podem acabar ficando de fora da I Wanna Be Tour 2025.

Dead Fish (às 15:55, em Curitiba e às 15:15, em São Paulo)

Diferente de todas as outras atrações escaladas para o festival, o Dead Fish não é um grupo conhecido por canções emotivas e/ou românticas, mas sim por músicas provocadoras com forte cunho político.

Nos palcos, a banda de hardcore capixaba sempre provoca catarses coletivas nas platéias e sempre faz questão de deixar claro o seu viés ideológico de esquerda – seja através de discursos do vocalista/líder do grupo Rodrigo Lima ou através da inclusão de músicas como Sonho Médio, Você, MST e Sangue Nas Mãos no repertório. Porém, como o Dead Fish não é monotemático em suas letras, canções como Queda Livre, Dentes Amarelos e 49 também devem fazer parte do show.

The Veronicas (às 16:50, em Curitiba e às 16:08, em São Paulo)

Formada pelas irmãs gêmeas Jessica e Lisa Origliasso, a dupla The Veronicas possui uma discografia majoritariamente composta por músicas de dance-pop. Porém, na hora de escolher o repertório para tocar na I Wanna Be Tour 2025, Jessica e Lisa, provavelmente, darão prioridade a canções como Everything I’m Not, 4ever e When It All Falls Apart, que são voltadas ao pop punk.

Forfun (às 18h, em Curitiba e às 17:11, em São Paulo)

No ano passado, o Forfun anunciou que sairia do hiato de nove anos, para realizar dois únicos shows de reunião, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Porém, esse reencontro de Danilo Cutrim, Vitor Isensee, Nicolas Christ e Rodrigo Costa acabou se estendendo até se tornar uma volta definitiva do grupo –  e claro que os produtores da 30eBR, inteligentemente, aproveitaram isso, escalando a banda para tocar na I Wanna Be Tour 2025.

O setlist do Forfun deve incluir sucessos como Morada, História de Verão, Alegria Compartilhada, Cosmic Jesus e Sol Ou Chuva, tanto na edição curitibana da I Wanna Be Tour quanto na edição paulista deste festival. Porém, vale lembrar que esses dois espetáculos estão entre os três ÚNICOS shows que a banda realizará em 2025 – isso porque Danilo, Vitor e Nicolas decidiram manter o Forfun como um projeto que realiza apenas algumas apresentações por ano, uma vez que eles três integram, juntos, a banda Braza (com o baixista Pedro Lobo) e colocam ela como prioridade.

É bom aproveitar esses show do Forfun em Curitiba e São Paulo, pois não sabemos quando acontecerão os próximos.

Fresno (às 19:10, em Curitiba e às 18:14, em São Paulo)

Muitas pessoas reclamaram quando a Fresno foi escalada para tocar às 11 horas da manhã, na I Wanna Be Tour do ano passado – afinal, como a banda é um dos maiores ícones do emocore brasileiro, ela merecia um horário muito melhor do que aquele. Porém, os organizadores do festival acabaram percebendo o erro que cometeram e decidiram compensar tal ocorrido, escalando a Fresno para tocar às 19:10, em Curitiba e às 18:14, em São Paulo, ou seja, Lucas Silveira (Vocalista/Guitarrista), Vavo Mantovani (Guitarrista) e Thiago Guerra (Baterista) ficaram com os horários mais nobres concedidos a artistas brasileiros, na I Wanna Be Tour deste ano.

Desta vez, os fãs da Fresno poderão assistir ao show da banda em um horário bem mais prático. Os músicos da banda, por sua vez, também serão favorecidos, pois poderão apresentar um espetáculo mais longo para um público muito maior do que o do ano passado.

O setlist do show deve incluir clássicos antigos como Quebre as Correntes, Diga Parte 2, Casa Assombrada e Desde Quando Você Se Foi, além de canções do naipe de Quando o Pesadelo Acabar, Eu Nunca Fui Embora, Se Eu For, Eu Vou Com Você, Essa Vida Ainda Vai Nos Matar e Me and You (Foda Eu e Você), que fazem parte do recente álbum de inéditas Eu Nunca Fui Embora (2024).

Vale lembrar que é extremamente provável que essa apresentação da Fresno conte com a participação especial de Rodrigo Lima – afinal, o vocalista do Dead Fish participou do álbum Eu Nunca Fui Embora, gravando a música Essa Vida Ainda Vai Nos Matar, em dueto com Lucas Silveira.

Yellowcard (às 20:10, em Curitiba e às 19:17, em São Paulo)

Em 2022, a banda americana Yellowcard retomou às suas atividades, após ter ficado paralisada por cinco anos. Porém, os fãs brasileiros não tiveram a oportunidade de conferir essa reunião por aqui… até agora.

Esta será a primeira apresentação do Yellowcard no Brasil desde setembro de 2012. O setlist da banda incluirá, não somente canções antigas como Ocean Avenue, Breathing, Only One e Lights and Sounds, mas também as recém-lançadas Better Days, Bedroom Posters, Take What You Want e Honestly I, que estarão no próximo álbum de inéditas do grupo (esse trabalho se chamará Better Days, será lançado no dia 10 de outubro e contará com participação especial de Travis Barker, na bateria e na produção musical… porém, vale deixar claro que, nos shows ao vivo, quem toca bateria com o Yellowcard é sempre o músico contratado Jimmy Brunkvist).

Good Charlotte (às 21:30, em Curitiba e às 20:20, em São Paulo)

A banda americana Good Charlotte lançou, há poucos dias, o seu 8° álbum de inéditas Motel Du Cap. Embora esse trabalho seja muito recente, ele já caiu nas graças do público e, certamente, estará representado nos setlists da I Wanna Be Tour, pelos singles Rejects, Stepper e I Don’t Work Here Anymore – porém, a maior parte do show será composta por sucessos antigos como The Anthem, Keep Your Hands Off My Girl, I Just Wanna Live, The River e Predictable, que são clássicos indiscutíveis do pop punk/emocore mundial.

Fall Out Boy (às 22:50, em Curitiba e às 21:43, em São Paulo)

Escalada como a atração de encerramento da I Wanna Be Tour 2025, a banda Fall Out Boy está, atualmente, em uma turnê intitulada Days of Fall Out Past – que passeia pelos 8 álbuns do grupo, de maneira majoritariamente cronológica.

O espetáculo que o Fall Out Boy irá apresentar na I Wanna Be Tour se dividirá em atos – e cada um deles é dedicado a um trabalho de estúdio da banda. Os setlists desta turnê partem do álbum de estreia Take This To Your Grave, de 2003, e passam pelos discos From Under The Cork Tree (2005), Infinity on High (2007), Folie à Deux (2008), Save Rock and Roll (2013), American Beauty/American Psycho (2015) e MANIA (2018), antes de chegar no recente So Much (For) Stardust, de 2023.

É claro que nem todas as músicas lançadas nesses álbuns serão tocadas durante o show, mas, pelo menos, a proposta desta turnê permite que os fãs ouçam ao vivo um pouco de cada álbum do Fall Out Boy. Será uma retrospectiva grandiosa dos mais de 20 anos de história deste grupo.