Após 12 anos, o Story Of The Year está de volta ao Brasil, rodeado de mosh pits, emo nostalgico e uma conexão árdua com seus fãs. Os norte-americanos de St. Louis, Dan Marsala (vocal), Ryan Phillips (guitarra), Adam Russell (baixo) e Josh Wills (bateria) chegaram com tudo para dar uma volta por sua discografia, que permeia desde o ano de 2003 com Page Avenue e vai até Tear Me to Pieces, de 2023. A banda retornou para shows em Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo para o festival I Wanna Be Tour, que tem sua segunda edição marcada neste ano.
Durante sua passagem pelo país, a Moodgate conversou com Dan Marsala, que falou sobre seus sentimentos pelo Brasil e a trajetória musical da banda, bem como sua evolução, novos projetos e possíveis parcerias inusitadas. Confira:
Impacto, evolução sonora e novidades para 2025
Diante do retorno explosivo de Story Of The Year ao Brasil, Dan Marsala compartilhou a emoção de reencontrar os fãs e sentir a mesma energia que marcou os primeiros shows da banda no país. “Sim, faz 12 anos que viemos. Muitas coisas aconteceram, veio a pandemia, então já faz muito tempo, mas foi incrível chegar aqui e ver o quanto as pessoas ainda amam o nosso show e ver o impacto dele. Foi incrível e é muito legal poder voltar e ter a mesma reação que tivemos há tantos anos”, pontou o vocalista.
Além da nostalgia, Dan revelou que o Story of the Year está de volta aos estúdios, com novidades a vista. O vocalista falou sobre o novo álbum e o retorno às turnês, mostrando entusiasmo com o que está por vir. “Temos um novo álbum pronto e lançaremos novas músicas em breve. Todos podem esperar, deve sair em outubro”, revelou.
Marsala complementou dizendo que estavam trabalhando em novas músicas desde o início do ano, mas com a volta das turnês, eles ficaram ocupados novamente. Assim, a nova música dessa nova era está prevista para ser lançada em outubro. Ele ressaltou que é pesada e está em estágios finais.
Sobre o processo de produção, Dan destacou a parceria com Colin Brittain, que também atua como baterista do Linkin Park, e comentou sobre a sonoridade do novo trabalho, que segue o mesmo caminho do álbum de 2023, o Tear Me to Pieces, mas com evolução de sonoridade. “É na mesma direção que fomos com o mesmo produtor de Tear Me to Pieces, o Colin Brittain. Ele é incrível, também é o baterista do Linkin Park agora e, por isso, está muito ocupado. Mas trabalhamos em sua agenda e conseguimos espaço. Então sim, seguimos a mesma direção, mas obviamente um pouco diferente”, comentou o vocalista.
Dan Marsalatambém refletiu sobre os 22 anos desde o lançamento de Page Avenue, álbum que marcou a estreia do Story of the Yearem 2003 e se tornou um clássico do post-hardcore. Embora muita coisa tenha mudado na vida pessoal dos integrantes, hoje pais, maridos e com rotinas bem diferentes da juventude, ele reforçou que a essência da banda permanece intacta.
Ele reconheceu que o processo de criação musical evoluiu com o tempo, especialmente com as mudanças tecnológicas, mas explicou que o espírito por trás das composições continua o mesmo: fazer música com paixão, sem se preocupar com expectativas externas. A banda cresceu, amadureceu, mas segue fiel ao impulso original: tocar o que amam, com autenticidade.
Além disso, Dan também disse que se forem pensar em alguma colaboração musical, lhe veio à cabeça Yellowcard para se juntar a eles em alguma produção, pois além de estarem em turnê agora no I Wanna Be Tour, eles já estiveram antes e sempre tiveram grande amizade a ponto de saírem pós-show para beberem e curtirem.
Assim, com um novo álbum prestes a ser lançado e os palcos reacendidos, Dan reafirmou forte vínculo com o Brasil, mostrando que o impacto da banda permanece vivo no país e que a razão pela qual a banda ainda prossegue reinventando e evoluindo sua sonoridade é a mesma, por emoção e entusiasmo a música, mesmo com maturidade e mudanças.


