Após um ano da vinda do Avenged Sevenfold para o Rock in Rio, a banda retorna ao Brasil para shows com a abertura do A Day To Remember, Mr. Bungle e Karen Dió, nos dias 2 e 4 de outubro, que acontecem, respectivamente, em Curitiba e em São Paulo.
O álbum Life is But a Dream…, lançado em 2023, marcou o fim de um hiato de sete anos, além de trazer uma sonoridade ousada, experimental e provocativa para a história da banda. O A7X descreveu o álbum como uma exploração da ilusão do livre-arbítrio e do determinismo, misturando metal progressivo, psicodélica e até elementos eletrônicos. Foi tão bem recebido que entrou na lista dos 11 Melhores Álbuns de Metal de 2023 da Rolling Stone.
Por isso, para já se preparar para a turnê com nome homônimo, que irá trazer mais do álbum, bem como os trabalhos mais nostálgicos do grupo, a Moodgate listou 5 curiosidades para você saber mais ou relembrar sobre a bagagem de Avenged no metal e no rock, afinal, são mais de 25 anos de estrada. Confira:
O nome da banda tem origem bíblica
Apesar de não serem uma banda religiosa, o nome Avenged Sevenfold se refere a história de Caim e Abel no Livro de Gênesis 4:24, onde Deus promete vingar sete vezes quem matar Caim. A banda escolheu esse nome para refletir temas como culpa, punição e redenção, presentes tanto na história bíblica quanto em suas músicas e sua estética. A faixa Chapter Four, de Waking The Fallen (2003), faz referência ao assassinato de Abel por Caim, motivado por inveja e desejo de vingança. Essa escolha adiciona uma camada simbólica à identidade da banda.
Música escrita dias antes da morte de The Rev
Jimmy “The Rev” Sullivan escreveu a música Fiction apenas três dias antes de falecer. Originalmente, ela se chamava Death, o que tornou sua inclusão no álbum Nightmare ainda mais impactante. A faixa se assemelha a uma despedida e teve seu nome mudado para que pertencesse ainda mais a Jimmy, visto ser o nome de uma de suas tatuagens, em seu peito.
Synyster Gates entrou na banda de forma improvisada

Foto: Loudwire
Brian Haner Jr., conhecido como Synyster Gates, entrou oficialmente no A7X durante uma viagem de carro com M. Shadows. Eles estavam indo para Las Vegas e, no meio da estrada, decidiram que ele seria o novo guitarrista solo. Nada de audições formais, tudo foi baseado em química e confiança. Isso tudo aconteceu em 1999, quando ele tinha apenas 18 anos.
A música “Betrayed” é dedicada a Dimebag Darrell
Após o assassinato do guitarrista do Pantera, Dimebag Darrell, em 2004, a banda compôs Betrayed, de City Of Evil (2005), como tributo. A canção expressa o impacto emocional da perda de um ídolo e amigo próximo. Ela constrói uma narrativa densa e emocionante ao abordar o assassinato de guitarrista, a partir de três pontos de vista: o do M. Shadows, o do próprio Dimebag e o do assassino.
E por último, mas não menos importante: o novo álbum foi inspirado em Albert Camus
O disco Life Is But a Dream… mergulha fundo no existencialismo, inspirado na filosofia do Absurdismo, do franco-argelino Albert Camus. A banda explora temas como mortalidade, livre-arbítrio, impermanência e o sentido da vida no álbum, tudo com uma abordagem lírica abstrata e provocativa. Esse fator se faz mais presente nas faixas (D)eath, Mattel, Nobody e outras, Em (D)eath, por exemplo, M. Shadows canta:
“Eu sou aquele que é deixado para trás/Eu sou aquele que é deixado para morrer”.
Essa linha expressa a dor de quem permanece após uma perda, mas também sugere que todos estamos fadados à morte, um tema central na filosofia do absurdo de Albert.


