Depois de 32 anos de carreira, o Planet Hemp se despede de vez das atividades em 2025 com a turnê A Última Ponta. A banda colocou Curitiba na rota de shows, entregando um espetáculo cheio de provocações políticas, aquela boa mistura de estilos tão característica e, claro, muita fumaça.
Quando falamos de espetáculo, não é exagero. Marcelo D2, BNegão e banda levam ao palco não só música, mas diversos contextos políticos e sociais que são questionados desde os anos 1990. No telão, vemos notícias antigas, pessoas importantes sendo homenageadas e recortes históricos sobre a trajetória do grupo ao longo de três décadas.



A celebração em tom de despedida aconteceu daquele jeito que só o Planet Hemp pode fazer: navegando pelo rap, rock, hip-hop, hardcore, punk e ragga. Algumas músicas são mais voltadas ao rap e outras ao funk, e mesmo assim consegue agradar fãs de diferentes gêneros musicais.
O público foi embalado não só por essa sonoridade única, como pelas letras cheias de rimas, protestos e atitude que eram cantadas a plenos pulmões. Dig Dig Dig (Hempa), Ex-Quadrilha da Fumaça e Fazendo a Cabeça abriram o show, trazendo uma boa amostra do que ainda estaria por vir.



O show prosseguiu ficando mais intenso do que nunca, o que era visto com uma plateia que pulava de forma sincronizada. Mary Jane, Phunky Buddha e Legalize Já também fizeram parte da setlist, além das mais recentes Jardineiro, Onda Forte e Nunca Tenha Medo, as duas últimas em parceria com os rappers Kamau e Kelvin Mercer, respectivamente.
Antes do show começar, a Moodgate teve o privilégio de conversar com a banda. Perguntamos sobre o significado das músicas 30 anos atrás e nos dias atuais, e também sobre a produção do último álbum Jardineiro. Confira a entrevista abaixo:
Antes de botar Curitiba pra ferver na turnê A Última Ponta, o @planethempreal abriu o jogo com a gente! Falamos sobre como as músicas ecoavam há 30 anos, o que elas significam hoje, e ainda entramos nos bastidores do álbum Jardineiro. 🔥🍁
— Moodgate ⚡️ (@Moodgate_) October 4, 2025
🎙️: @natalierosa pic.twitter.com/bR6EeMO6V2
O show prosseguiu repleto de hits marcantes que fizeram o público curitibano cantar em coro e curtir em sintonia. Faixas como 100% Hardcore, Zerovinteum, Samba Makossa, Mantenha o Respeito, Deisdazseis e Contexto encerraram o show, que foi uma grande celebração de tantos anos de carreira alimentados por afrontas, questionamentos e muita revolução.
Planet Hemp mostrou que a banda sempre será lembrada pela geração que viu tudo acontecer, e apresentada para as que estão por vir. O mundo evoluiu desde a década de 1990, mas ainda há muita mudança a ser feita. O desejo, então, é que novas bandas de punk e hardcore, rappers e outros artistas continuem usando essa influência para que a missão do Planet Hemp nunca acabe.
Eles nasceram no meio underground e, mesmo com todas as críticas sociais que incomodam os mais conservadores, conseguiram conquistar o mainstream e fazer história. Planet Hemp, agora, acendeu a última ponta e deixou a sensação de dever cumprido.


