Limp Bizkit homenageia Sam Rivers em primeiro show após sua morte

Fred Durst homenageia o baixista Sam Rivers durante show do Limp Bizkit na Cidade do México, com o vocalista apoiando o braço no colega enquanto ele toca baixo sob luzes roxas do palco.
Limp Bizkit homenageia Sam Rivers ao vivo na Cidade do México

O Limp Bizkit prestou uma homenagem intensa ao baixista e cofundador Sam Rivers durante o primeiro show após sua morte. A apresentação aconteceu no sábado (29 de novembro), no Estadio Fray Nano, na Cidade do México. Foi a primeira vez que o grupo subiu ao palco desde a perda do músico, em outubro.

Para abrir o show, a banda exibiu um vídeo curto, mas extremamente marcante. A imagem de Sam apareceu ao lado das mensagens “Sam Rivers, nosso irmão para sempre” e “Sam Rivers, nós amamos você para sempre”. Assim que o clipe terminou, os integrantes se abraçaram, enquanto o público gritava o nome do baixista em uníssono.

Desabafo de John Otto

Horas antes da apresentação, o baterista John Otto publicou um texto comovente no Instagram. Ele relembrou a relação de longa data com o amigo e colega.

“Hoje vai ser difícil. É uma primeira vez que eu nunca quis viver”, escreveu. Segundo ele, Sam esteve presente nas memórias mais importantes de sua vida. “Crescemos juntos. Realizamos sonhos juntos. Você sempre esteve lá. Meu melhor amigo — meu irmão.”

Além disso, Otto afirmou que a banda pretende manter o legado de Rivers vivo:
“Vamos honrar sua vida em cada show. Você estará sempre conosco.”

Para substituir Rivers no show, o Limp Bizkit chamou Richie Buxton, também conhecido como Kid Not. Ele toca com o Ecca Vandal, banda que acompanha o grupo nas próximas datas na América do Sul.

A morte de Sam Rivers

Sam Rivers morreu em 18 de outubro, aos 48 anos. Embora a causa não tenha sido divulgada, o baixista enfrentava problemas hepáticos desde 2011. Em 2017, ele passou por um transplante de fígado e, após um afastamento em 2015, retornou ao Limp Bizkit em 2018.

Fred Durst, vocalista do grupo, também prestou seu tributo. Ele afirmou estar devastado e disse ter chorado “galões de lágrimas”. “Sam é uma lenda. Ele conseguiu. Ele viveu.”

A banda divulgou um comunicado conjunto reforçando o impacto de Sam na identidade do Limp Bizkit: “Ele não era apenas o nosso baixista, era pura magia. O pulso das músicas, a calma no caos, a alma do som.”