Supercombo encerra o ano com show especial em São Paulo; apresentação celebra o álbum Caranguejo

Integrantes da banda Supercombo posando em uma praia, usando roupas escuras e óculos escuros, em foto promocional do álbum Caranguejo.
Supercombo em imagem promocional do álbum Caranguejo. (Crédito: Renato Peres / Divulgação)

A Supercombo encerra o produtivo ano de 2025 com um show especial em São Paulo, no dia 14 de dezembro (domingo), na Audio. O evento marca o encerramento da turnê do álbum Caranguejo, lançado recentemente pela DeckDisc e já considerado um dos registros de rock mais comentados do ano. Além disso, a casa abre às 18h e duas bandas fazem a abertura: Hibalta e Sandro.

Os ingressos estão disponíveis em: articket.com.br/e/3973/supercombo-em-sao-paulo.

O universo de Caranguejo

Durante a pré-produção do álbum, a banda ouviu um comentário brincalhão de que algumas músicas pareciam “um caranguejo”, pois “iam para um lado e depois para o outro”. A partir disso, o grupo adotou o nome Caranguejo e percebeu que a figura do animal poderia servir como referência estética e simbólica. Por isso, o caranguejo aparece tanto na capa quanto no clipe e na identidade visual do disco.

Assim, o álbum funciona como um retorno à essência da Supercombo. O rock volta a ocupar o centro das composições, mas, ao mesmo tempo, há espaço para ritmos brasileiros e até piseiro. O exemplo mais claro é o single “Piseiro Black Sabbath”, criado quase como uma brincadeira no estúdio.

“Começamos a testar uns ritmos brasileiros e o piseiro encaixou. Então, seguimos nessa linha”, explica Carol Navarro.

Faixas que definem esse novo momento

O álbum abre com “A Transmissão”, que remete aos primeiros trabalhos da banda. Em seguida, “Piseiro Black Sabbath” reforça a versatilidade do repertório. Depois disso, o disco fica mais pesado com a irônica “Hoje Eu Tô Zen”, onde o refrão gritado contrasta com a letra tranquila.

Além disso, “Alento” aparece como um pop/rock emocional, composto por Leo Ramos para sua filha. “Somos uma banda de rock. Temos brasilidades, compondo em português, porém, o riff de guitarra é o que mais nos move”, comenta Paulo Vaz.

A sequência traz temas ainda mais íntimos: “Testa” aborda o luto em uma balada indie dançante, enquanto “Nossas Pitangas” revisita sonoridades dos anos 80 e 90. Por outro lado, “Alfaiate” encerra o álbum usando a costura como metáfora para falar de autoestima.

Estética, produção e estrutura

Caranguejo é o álbum mais produzido da carreira do Supercombo, com mais elementos eletrônicos e texturas. A banda dividiu a produção com Victor de Souza (Jotta), que também assinou a pós-produção. “Ele transita bem pelo pop, hiperpop e música urbana. Por isso, a mistura funcionou tão bem”, afirma Leo.

Crédito: Renato Peres/Divulgação

Além de tudo isso, a banda decidiu estruturar o álbum em duas partes paralelas, de modo que a primeira faixa de um lado conversa com a primeira faixa do outro, e assim sucessivamente. “Vimos nessa estrutura uma forma de dar mais atenção às músicas, já que, hoje, vivemos uma era imediatista e viciada em singles”, explica André Dea.