O álbum que marcou o auge e a ruptura do The Police

The Police durante sessão de estúdio nos anos 1980, período das gravações de Synchronicity
The Police durante o período de gravação de Synchronicity. Foto: Danny Quatrochi

A trajetória do The Police foi tão meteórica quanto intensa. Em apenas cinco anos, o trio liderado por Sting saiu dos clubes para dominar o mundo, conquistando milhões de fãs e emplacando hits que atravessaram gerações. Ao longo de cinco álbuns, a banda redefiniu o pop rock ao misturar reggae, new wave e rock em um período especialmente fértil da música, entre o fim dos anos 1970 e o início dos 1980.

Entretanto, enquanto o sucesso crescia, as relações internas se deterioravam. Essa tensão ficou evidente durante a criação de Synchronicity, quinto e último álbum de estúdio do grupo, lançado em 1983. O disco marcou o auge comercial da banda e trouxe Every Breath You Take, um de seus maiores clássicos.

Sobre o processo de gravação, os próprios integrantes foram diretos: Ghost in the Machine nos levou aos estádios, e Synchronicity nos tornou ainda maiores. Mas as sessões foram muito sombrias”. A gravação durou seis semanas, em Montserrat, e foi marcada por conflitos constantes. “Estávamos em pé de guerra. Hoje conseguimos rir disso, mas não gostamos de voltar àquele buraco negro”, relembrou o trio.

Mesmo envolto em tensão, Synchronicity tornou-se um sucesso absoluto. O álbum recebeu indicação ao Grammy de Álbum do Ano, embora tenha perdido para Thriller, de Michael Jackson. Pouco tempo depois, em 1985, o The Police encerraria oficialmente suas atividades, deixando Synchronicity como o retrato definitivo de seu auge criativo e de sua implosão interna.