311 chega ao Brasil para show único com Limp Bizkit e fala sobre carreira, álbum clássico e expectativas para São Paulo

Integrantes da banda 311 posam para foto promocional antes de show no Brasil
A banda norte-americana 311, liderada por Nick Hexum, retorna ao Brasil para show único em São Paulo, abrindo a apresentação do Limp Bizkit.

Chegando ao Brasil com o Limp Bizkit para apresentação única em São Paulo, o 311 acumula mais de 3 décadas de trajetória, tendo mais tempo de carreira que o próprio headliner do evento.

Com sucessos consolidados como “Amber” e “Down” a banda liderada por Nick Hexum chega com a expectativa de ampliar seu público no Brasil através da sua sonoridade única que mistura elementos do rock, metal, rap, reggae e funk.

Para falar mais sobre essa vinda, nós da Moodgate entrevistamos justamente ele, Nick Hexum, lendário frontman da banda. Confira:

Moodgate: Vocês estão voltando ao Brasil em dezembro, abrindo para o Limp Bizkit junto com um monte de outras bandas. O quanto vocês estão familiarizados com esses outros grandes artistas? E, claro, quais são as suas expectativas para este dia?

Nick Hexum (311): Bem, nós somos amigos do Limp Bizkit provavelmente há 30 anos, desde meados dos anos 90, quando conhecemos o Fred Durst.

Então, é uma amizade de longa data, e tem sido muito divertido vê-los tocar. E às vezes o Fred sai para fazer jams com a gente, cantar e dançar. E é realmente uma experiência muito legal.

E eu não tinha visto nem o Bullet For My Valentine nem o Slaves to Society antes, e ambos têm shows realmente energéticos. E Ecca Vandal, eu já era fã. Eu tinha visto no Instagram, e quando você a vê ao vivo, percebe que é uma banda verdadeiramente talentosa.

Tem sido uma lineup incrível, e temos visto muitos lugares lindos. Agora, eu estou numa varanda no andar térreo à beira d’água, aqui em Buenos Aires. E estou muito ansioso para ver o Brasil novamente.

Moodgate: 2025 marca o aniversário do seu álbum homônimo, que teve tantos grandes sucessos. Quão importante foi esse lançamento para a banda?

Nick Hexum (311): Bem, 1995 e 1996 foram realmente um momento único que acontece na carreira de um artista.

Tipo, é uma coisa que acontece uma vez na vida, quando você vê todos os seus sonhos se realizando. Então, quando lançamos o álbum, sentimos que tínhamos realmente encontrado nosso groove, nosso nicho. E aí os shows foram ficando muito maiores, e o público estava ficando muito louco.

E acho que a grande mudança foi quando a MTV era muito poderosa na época. E então, foi quando eles nos deram um “buzz clip”, que significa que esta é a música de que todo mundo está falando. Isso também significava que tocavam ela toda hora na MTV.

Foi uma época muito empolgante. Também notamos que os fãs ficaram muito mais jovens. De repente, havia muitos alunos do ensino médio e do fundamental sendo trazidos por suas mães. Então, foi uma mudança no público que algumas pessoas não gostaram. Mas nós gostamos. Nós queremos todos os jovens ouvindo nossa música. Nós não somos elitistas nem nada do tipo. Então, foi uma época muito emocionante.

Moodgate: Qual foi a inspiração para fazer este álbum?

Nick Hexum (311): Nós curtíamos hip-hop. Curtíamos mais o hip-hop consciente, como De La Soul, A Tribe Called Quest, e Public Enemy.

E também curtíamos, ao mesmo tempo, rock pesado, Bad Brains. Era nosso sonho trabalhar com o produtor do Bad Brains, que também trabalhou com Living Colour, Tool e Fishbone. Então, foi muito emocionante conseguir trabalhar com ele no álbum azul (o homônimo).

E também curtíamos dancehall, reggae, e os últimos sons vindos da Jamaica. Então, isso foi realmente, eu diria, os três grandes pilares. Era reggae, rock, e hip-hop.

E você ouve na música e também percebe que tem um pouco de jazz, um pouco de Grateful Dead e assim por diante. Mas foi uma mistura única para a época e ninguém tinha ouvido aquilo antes. Gerou muita repercussão.

Moodgate: Como você apresentaria a banda para alguém que vai ouvi-la pela primeira vez neste dezembro no Brasil?

Nick Hexum (311): Bem, eu diria que os sucessos são uma boa maneira de nos ouvir pela primeira vez. Acho que uma música como “Come Original” tem um pouco de tudo. Agora, o ritmo do reggaeton é popular mundialmente e acho que isso foi uma influência do que nós chamávamos de dancehall antes do reggaeton, em uma música como “Come Original”.

Mas também temos o reggae em “Amber” que é realmente uma música que transcende muitas culturas diferentes, as pessoas costumam achar o som tropical agradável.

Temos músicas pesadas como “Down” e “Creatures (For A While)”. Gostamos de encerrar os shows com elas, porque deixa todo mundo muito bastante animado antes de ir para casa.

Moodgate: E sobre o show, o que os brasileiros podem esperar ver no palco?

Nick Hexum (311): Muita energia. Nós nos certificamos de estar bem aquecidos e de começarmos com muita energia. E queremos a participação do público, vamos sair de lá suados. E também trazemos alguns tambores grandes para parte do show. Todo mundo na banda vai ter  seu momento para brilhar. Espero fazer a multidão dançar.