Limp Bizkit transforma o Allianz num caldeirão de caos, transtorno e alegria

Limp Bizkit no palco do Allianz Parque em São Paulo durante o encerramento da turnê Loserville, com telão estilizado e público em clima de caos
Limp Bizkit transforma o Allianz Parque em um caldeirão de caos e catarse no encerramento da turnê Loserville na América Latina.

E nesse sábado (20), o Limp Bizkit finalizou em São Paulo a perna latino americana da tour Loserville, que contou também com Bullet for My Valentine, 311, Ecca Vandal, Riff Raff e os promissores Slay Squad.

O dia começou agitado com o show impressionante dos novatos Slay Squad.
Os californianos, integrantes do movimento auto denominado “ghetto metal”, agarrou o já bom público presente pelo colarinho e fez estádio bater cabeça, pular e deixou a galera com um gostinho de quero mais. Fiquem de olho.

Logo após veio a “interessante” performance de Riff Raff. Sem se comunicar muito com o público, o músico texano tocou as músicas uma atrás da outra, sem pausa e nem dar espaço para aplausos. O seu rap com influências de country e pop passou voando num show que pareceu ter 20 minutos.

Acho que a maior vencedora do dia foi Ecca Vandal. Apesar de já contar com uma legião de fãs, o seu show energético e carismático fez que com certeza ela ganhasse muito mais admiradores. O show é pop, rock, punk e muito mais.

O 311 foi um deleite nostálgico. O seu rock com influências de reggae, ragga e rap, agradou o público presente. Por contar com um grande número de pessoas que acompanhou de perto o auge deles nas rádios e na MTV, sucessos como Amber e Down foram cantadas alto!

Um dos nomes mais aguardados da noite não decepcionou. Bullet for My valentine tocou na íntegra o seu clássico álbum “The Poison” e o público ficou completamente alucinado.
Os destaques foram Tears dont fall, hand of blood e a única música do set que não está presente no disco The Poison, a grandiosa Waking The demon

Para fechar a noite, o baile caótico, divertido e lindo do Limp Bizkit. Sabendo exatamente o público que tem, a banda não dá brecha pra descanso. A abertura com a gigantesca Break Stuff já dá os indícios de que eles não estavam ali pra deixar ninguém esquecer aquela noite.

Desfilando hits como Nookie, Rollin, My Way entre outras, o público parecia que tinha combinado previamente de enlouquecer em uníssono e deixar tudo de si ali. Sinalizadores, mosh, gritos e fogos de artifícios deram o tom do caos na plateia. Inclusive uma fã, a Bia, subiu e mandou muito bem cantando a subestimada Full Nelson.

Ao ser perguntado logo após a apresentação sobre como eu estava, a única coisa que consegui responder foi: eu tô transtornado. Às vezes algumas catarses coletivas são tão intensas que te fazem esquecer onde você tá e te proporcionam show absolutamente inesquecível, igual a esse do Limp Bizkit.