The Beatles: 5 curiosidades sobre Yellow Submarine

The Beatles segurando um submarino amarelo durante a era do álbum Yellow Submarine, em imagem promocional dos anos 1960
Os Beatles em imagem icônica da era Yellow Submarine, álbum e filme que se tornaram clássicos da psicodelia pop.

Lançado há 57 anos, Yellow Submarine continua sendo um dos capítulos mais curiosos, e discutidos, da discografia dos Beatles. Mais do que um simples álbum, o projeto funciona como um ponto de encontro entre trilha sonora, obrigação contratual e experimentação criativa.

O disco chegou ao mercado norte-americano em 13 de janeiro de 1969, tornando-se o 11º álbum de estúdio dos Beatles. Poucos dias depois, saiu no Reino Unido. Desde o início, a banda pensou o projeto como trilha sonora do filme animado homônimo, que estreou em Londres em junho de 1968.

À primeira audição, o álbum pode parecer secundário dentro do catálogo dos Fab Four. No entanto, sua história revela elementos que o transformaram em um clássico cult: reaproveitamento de faixas antigas, arranjos orquestrais assinados por George Martin e uma recepção crítica morna, contrastando com o carinho contínuo do público.

A seguir, reunimos cinco curiosidades que ajudam a explicar por que Yellow Submarine ainda desperta debates entre fãs e críticos.

1. Um álbum construído a partir do passado

Embora o lançamento tenha ocorrido em 1969, os Beatles não gravaram grande parte do repertório especificamente para o filme. Yellow Submarine já havia aparecido em Revolver (1966). Da mesma forma, All You Need Is Love surgiu como single em 1967. Além disso, faixas como Only a Northern Song e It’s All Too Much vieram das sessões de Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. Curiosamente, a versão presente no álbum traz uma edição reduzida da gravação original.

2. George Martin assume o protagonismo

Diferente de outros discos da banda, o lado B não traz canções dos Beatles. Em vez disso, George Martin ocupa o centro da obra com uma trilha instrumental composta e orquestrada especialmente para o filme. Para isso, ele reuniu uma orquestra de 41 músicos. Nos Estados Unidos, a gravadora ainda uniu algumas faixas em formato de medley. Como resultado, a crítica destacou o trabalho orquestral como o ponto mais forte do álbum.

3. Across the Universe quase entrou no projeto

Inicialmente, os Beatles cogitaram lançar Yellow Submarine como um EP. Nesse plano, Across the Universe faria parte do repertório. Contudo, a banda retirou a música no último momento. Somente em 1970, ela encontrou espaço em Let It Be. Esse episódio ilustra como o destino das canções podia mudar rapidamente na fase final do grupo.

4. Canções feitas para o filme ou não

À primeira vista, All Together Now e Hey Bulldog parecem ter sido compostas sob medida para o longa. Entretanto, John Lennon negou essa intenção no caso de Hey Bulldog. A banda gravou a faixa enquanto produzia material promocional, o que reforça o caráter circunstancial do processo. Essa mistura entre planejamento e improviso ajuda a explicar o charme peculiar do álbum.

5. Participações ilustres e identidade visual marcante

Além da música, Yellow Submarine deixou sua marca cultural em outros aspectos. A transmissão global de All You Need Is Love contou com participações de Mick Jagger, Marianne Faithfull, Donovan, Eric Clapton e Keith Moon. Paralelamente, o ilustrador Heinz Edelmann criou uma arte psicodélica que se tornou inseparável do imaginário do disco e do filme.