Brian May já explicou o que, na visão dele, diferencia o Queen dos The Beatles. Em 2019, durante entrevista ao Daily Express, ele destacou principalmente a trajetória ao vivo das duas bandas.
Naquele momento, o Queen se preparava para mais uma turnê em estádios com Adam Lambert. Por isso, May refletiu sobre a longevidade do grupo nos palcos. Segundo ele, essa continuidade foi decisiva para moldar a identidade da banda.
Por outro lado, os Beatles enfrentaram um cenário diferente. A Beatlemania cresceu de forma tão intensa que tornou as turnês inviáveis. Como resultado, o quarteto de Liverpool deixou os palcos ainda nos anos 1960.
Enquanto isso, o Queen conseguiu evoluir gradualmente seus shows. Ao longo de décadas, a banda investiu em tecnologia, estrutura e produção. Assim, desenvolveu espetáculos cada vez maiores.
Além disso, May ressaltou que o grupo teve tempo para se reinventar. A experiência acumulada permitiu aprimorar o formato das apresentações. Consequentemente, o Queen consolidou um padrão de grandes produções em estádios.
Ainda assim, o guitarrista evitou qualquer tom de rivalidade. Ele afirmou que os Beatles são sua “bíblia musical”. Portanto, a comparação não diminui a importância da banda de Liverpool.


