O lançamento de Lux, novo álbum de Rosalía, em novembro de 2025, segue repercutindo, e agora entrou no campo da polêmica. A cantora britânica M.I.A. acusou publicamente a artista catalã de ter se apropriado da ideia de unir cristianismo e música pop.
Depois de Motomami (2022), Rosalía apresentou em Lux uma nova fase estética e conceitual, marcada por simbolismos cristãos e referências religiosas mais explícitas. A mudança dividiu opiniões: enquanto parte do público elogiou a ousadia, outros questionaram o direcionamento artístico.
A declaração nas redes sociais
A acusação partiu de uma longa publicação de M.I.A. na plataforma X. No texto, a artista comparou sua trajetória independente ao que descreve como o suporte de uma “indústria bilionária” por trás de Rosalía.
“Sou uma artista independente que financia minha arte com o que gero através dos meus fãs”, escreveu M.I.A., citando seus próprios projetos paralelos.
Além disso, ela afirmou que o uso da estética cristã por outras equipes criativas seria incoerente com a mensagem religiosa que diz defender. “Fico feliz que Rosalía esteja levando Cristo para a esquerda e para o Ocidente, mas quando a equipe de estética rouba meu trabalho, isso não é cristão”, declarou.
Para reforçar o argumento, M.I.A. utilizou uma analogia bíblica, questionando como a história seria vista se textos religiosos fossem apropriados e renomeados por figuras mais poderosas.
People have a billion dollar industry behind them , I'm an independent Artist paying for my art out of what I generate with OHMNI MUSIC, OHMNI CLOTHING through my fans, because the mass are only now waking up and have always fell for Satan's games against me.
— M.I.A. ⊕ II II II (@MIAuniverse) February 10, 2026
I believe in the… pic.twitter.com/EpJZKUGXu3
Nenhuma resposta oficial
Até o momento, Rosalía não se pronunciou sobre as acusações. Vale lembrar que a artista espanhola já mencionou M.I.A. como influência em entrevistas anteriores, e as duas já dividiram o palco no passado.
Não há confirmação de influência direta na concepção de Lux. Ainda assim, o episódio reacende um debate recorrente na música pop: onde termina a inspiração e começa a apropriação estética?
Entre fé, imagem e indústria, a discussão está longe de terminar.


