Tony Iommi sobre o reencontro do Black Sabbath: “Não foi perfeito, mas foi real”

O festival Back to the Beginning marcou um momento raro e simbólico para os fãs do Black Sabbath. Pela primeira vez em anos, Bill Ward voltou aos palcos ao lado de Ozzy Osbourne, Geezer Butler e Tony Iommi, reunindo a formação clássica da banda. A ocasião histórica veio carregada de expectativa, e emoção.

Em entrevista ao programa Trunk Nation, da SiriusXM, Tony Iommi falou com franqueza sobre o reencontro. “Eu sou meio perfeccionista, mas eles só podem fazer o que conseguem fazer. Estamos nos nossos 70, chegando nos 80… então só dá pra fazer até certo ponto”, afirmou.

O guitarrista destacou que, com o passar do tempo, é inevitável encarar limitações físicas – e tentar esconder isso seria desonesto. “Esperar perfeição de todo mundo é impossível neste momento. Mas eles fizeram o que podiam fazer, e todo mundo ficou tranquilo com isso. Acho que o público também entendeu e aceitou.”

Sem máscaras, sem ilusões

Segundo Iommi, a apresentação foi o reflexo de quem eles são hoje. “Eles não estavam esperando que a gente subisse lá e tocasse brilhantemente. Tocamos como tocamos e como somos agora.” Mais do que uma performance técnica, o reencontro foi um momento de verdade: sem pretensões de reviver o passado, mas com a consciência do legado deixado.

Um dos aspectos mais marcantes do show foi o retorno de Bill Ward, ausente dos últimos shows e do álbum 13, de 2013. Sua presença foi encarada por muitos como uma despedida simbólica, e uma chance de fechar um ciclo com os antigos companheiros de estrada.

Mais que técnica, um capítulo final com alma

Apesar de eventuais falhas, o reencontro emocionou. A própria sinceridade de Iommi ao comentar a apresentação reforça o que realmente importava naquela noite: ver quatro lendas dividindo o palco mais uma vez, celebrando tudo o que construíram juntos.

E se não foi perfeito, foi justamente por isso que foi tão real.