The Devil Wears Prada retorna ao Brasil em meio a turbulência de seus hits clássicos e modernos

Com turnê pela América Latina, o The Devil Wears Prada retornou ao Brasil com dois shows pelo país, em Curitiba e em São Paulo, circulando entre seus clássicos e mais recentes álbuns. Neste domingo (17), a banda rememorou e reinventou o caos criado em São Paulo há 13 anos, coincidentemente no mesmo lugar em que tocou na turnê do álbum With Roots Above and Branches Below, o Carioca Club.

Foto: Fernanda Lima

De Ohio, os norte-americanos Mike Hranica (vocal), Jeremy DePoyster (guitarra e vocal), Kyle Sipress (guitarra), Mason Nagy (baixo), Jonathan Gering (teclado) e Giuseppe Capolupo (bateria) desembarcaram em meio ao seu hardcore turbulento e experimental, marcado por vocais agressivos e riffs contundentes.

A Moodgate conferiu de perto o caos instaurado pelo The Devil Wears Prada no fim de domingo. Foi um gás necessário para dar ritmo pelo resto da semana.

Foto: Fernanda Lima

Para iniciar o show de São Paulo com tudo, o The Devil Wears Prada abriu as portas do caos com Watchtower, do álbum Color Decay, trazendo riffs viscerais e emoção crua para os fãs que ansiaram pelo retorno da banda no Brasil.

Músicas mais recentes, como Ritual e For You foram trocadas. Ritual possui uma sonoridade mais enérgica, abordando sobre monotonia, já For You é mais emocionante e lenta, enquanto aborda sobre lealdade cega e amor. As duas mostram mais da era mais recente que está por vir do TDWP.

Os vocais de Hranica e DePoyster juntos se mostraram equilibrados, entre um vocal agudo e grave, entre gritos e refrões explosivos, como em Born To Lose, Danger: Wildman e Dez Moines.

A setlist misturou faixas memoráveis da banda, indo do álbum Plagues (2007), passando por sucessos de Color Decay (2022), e chegando até seus novos singles, que trazem uma sonoridade mais moderna e emocional — o que também deu espaço a performance de uma música inédita, tocada pela primeira vez no palcos em São Paulo. Junto a essa atmosfera, a banda demonstrou grande conexão com os fãs, se aproximando e conversando com a plateia entre as músicas. A plateia mostrava, a todo momento, reciprocidade com ecos, gritos, moshs e surfing por todo o espaço.

Foto: Fernanda Lima

Mike Hranica teve uma performance enérgica, se aproximando da grade sempre que podia, em meio a seus vocais potentes. Ele se jogava no chão do palco, pulava e cantava com toda a força dos seus pulmões.

Clássicos da banda, como Hey John, What’s Your Name Again?, Dez Moines e Danger: Wildman incendiaram o público, além de faixas mais recentes como Salt, Sacrifice e Broken, fazendo a plateia cantar em uníssono, sem ficar parada por nem um momento.

Como esperado, a volta do The Devil Wears Prada no Brasil foi emocionante e potente, com os membros da banda e os fãs na mesma sintonia. A plateia parecia aproveitar cada segundo do show como se não houvesse amanhã. Mike e Jeremy se mostraram agradecidos e expressaram sua alegria em estar de volta, dizendo que o Brasil é uma de suas melhores plateias. Ao final do show, Kyle cumprimentou os fãs que estavam na grade antes de deixarem o palco. Foi um fim de domingo caótico, repleto de êxtase, moshs e coros esvaídos, marcando um regresso turbulento e caótico que ecoou e contagiou os fãs que esperaram o evento por tanto tempo.