O Dia do Rock no The Town, que aconteceu no domingo (7), feriado da Independência, trouxe uma atmosfera única ao Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Diferente da estreia do festival, o público deste dia foi marcado por um verdadeiro encontro de gerações: de crianças acompanhadas pelos pais a jovens e veteranos do rock.
O line-up reuniu nomes de peso do rock, punk e metal, como CPM 22, Pitty, Bruce Dickinson, Iggy Pop, Bad Religion e o tão aguardado Green Day, que encerrou a noite. Nem o frio e o tempo fechado foram capazes de desanimar a multidão, que se dividiu entre os palcos lotados, provando que a curadoria do festival acertou em cheio.
Durante a tarde, o CPM 22 levou uma multidão ao palco The One. Logo na frente, era possível ver famílias inteiras curtindo o som da banda, enquanto mais ao meio se formavam rodas de mosh, que mostravam a energia ainda viva da cena hardcore. O setlist foi marcado pela nostalgia, com músicas que acompanharam diferentes gerações e fizeram o público cantar em coro. Já no Skyline, o Bad Religion reuniu outra grande leva de fãs. A banda entrou no line-up de última hora, substituindo o Sex Pistols pouco mais de uma semana antes do festival, decisão que, longe de causar desconforto, foi recebida com entusiasmo. O show, cheio de músicas rápidas e intensas, entregou exatamente o que o público esperava: a essência do punk em sua forma mais clássica.



Entre os destaques do dia, Pitty mostrou por que é um dos maiores nomes do rock nacional. Seu set foi recheado de sucessos que atravessam gerações, e a resposta do público foi imediata: do começo ao fim, cada música virou um grande coro coletivo. O impacto foi tão grande que, mesmo se apresentando no palco The One, era possível ouvir as vozes dos fãs ecoando até o Skyline, a uma longa distância. Em certo momento, o autódromo inteiro parecia cantar em uníssono, transformando sua performance em um dos momentos mais emocionantes e marcantes do festival.
Já Bruce Dickinson mostrou porque é considerado uma lenda viva do metal. Com seus vocais potentes e presença de palco impressionante, ele entregou um show que misturou emoção, técnica e energia bruta. Cada música parecia atravessar gerações, emocionando fãs mais velhos e conquistando os mais jovens, que viam ali a força do gênero em sua forma mais pura. Dickinson provou que, independentemente da idade, ainda é capaz de dominar multidões com a mesma intensidade de seus tempos de auge.


O Green Day, responsável por encerrar a noite, reuniu milhares de pessoas no palco Skyline e entregou uma apresentação que se tornou inesquecível. O setlist percorreu seus maiores sucessos, fazendo o público pular, cantar e até chorar em momentos mais emocionantes. A energia era contagiante: cada refrão devolvido pela plateia transformava o show em um diálogo direto entre banda e fãs. Além da música, o trio trouxe seus discursos políticos característicos, aproveitando o Dia da Independência para ironizar e criticar os rumos da política mundial.
“Nós já estamos cheios desses políticos, desses bastardos fascistas. Não queremos saber mais deles, não hoje, não no Dia da Independência”, disparou Billie Joe Armstrong.
Em resumo, o Dia do Rock no The Town se consagrou como um dos maiores acertos do festival. O line up reuniu artistas capazes de agradar diferentes gerações e estilos, criando uma atmosfera única de celebração coletiva. Foi um dia que provou a força do rock em todas as suas formas e que, sem dúvida, ficará marcado na memória de quem esteve presente em Interlagos.


