Forfun celebra 20 anos do Teoria Dinâmica Gastativa com show histórico no Doce Maravilha 2025

Forfun celebra 20 anos do álbum Teoria Dinâmica Gastativa com um show energético no Doce Maravilha 2025, no Jockey Club do Rio de Janeiro
Forfun revive o Riocore no Doce Maravilha 2025 em celebração aos 20 anos do clássico álbum Teoria Dinâmica Gastativa.

A sexta-feira carioca já prometia ser inesquecível. No Doce Maravilha, festival que celebra a música brasileira e sua memória afetiva, os tijucanos do Forfun entregaram um show que foi muito além da nostalgia: foi uma festa de reencontros, lembranças e energia de uma geração. O grupo formado por Danilo Cutrim, Nicolas Christ, Rodrigo Costa e Vitor Isensee subiu ao palco para comemorar os 20 anos do álbum Teoria Dinâmica Gastativa, tocando o disco na íntegra para um Jockey Club lotado de fãs que cresceram com os hinos do riocore.

Antes de subir ao palco, a Moodgate conversou com a banda sobre esse retorno histórico. Em clima leve e divertido, os integrantes refletiram sobre a sensação de revisitar o álbum que os apresentou ao Brasil e a emoção de olhar para trás e perceber tudo o que conquistaram ao longo de duas décadas.

O show começou incendiando a plateia com o clássico Hidropônica, que abriu as primeiras rodas de mosh e fez todo mundo cantar aos gritos. Logo depois veio Histórias de Verão, que arrancou sorrisos e transportou os fãs de volta aos dias de praia, aos romances adolescentes e à leveza que marcou os anos dourados da cena alternativa carioca. Por 1h30, o público mergulhou no universo do TDG, um álbum que traduzia a rebeldia e a vontade de “fazer barulho” sem moderação, com letras afiadas e bem-humoradas que ainda soam vivas no palco.

As participações especiais tornaram a noite ainda mais memorável. O momento mais surpreendente veio com Lucas Silveira, da Fresno, que entrou no meio de Costa Verde com sua guitarra e incendiou o público de imediato. A sequência com Bad Trip abriu rodas, levantou poeira e até teve sinalizadores acesos, e a surpresa ficou ainda maior quando Lucas puxou Onde Está (Rio, Cidade e Árvore), um clássico do segundo disco da Fresno que fez o público emo cantar como se fosse 2004 de novo.

Outro momento emocionante foi quando Dedé Teicher, ex-baterista do Scracho, assumiu as baquetas para tocar Minha Formatura, canção que remonta à fase demo da banda em Das Pistas de Skate às Pistas de Dança, de 2003 – uma cena que trouxe de volta a cumplicidade entre as bandas cariocas daquele período. Já a participação de Diogo Defante manteve o nivel de sintonia e energia carioca, quando ele subiu ao palco para cantar “V.I.P. (Very Important por Quê)”, faixa raramente executada pelo Forfun que fez o público se divertir como se estivesse num reencontro de velhos amigos.

O restante do setlist foi um desfile de clássicos que fizeram a plateia vibrar com intensidade. Valer a Pena, 4AM, Melhor Bodyboarder da Minha Rua e Constelação Karina criaram uma atmosfera de catarse coletiva, com coros ensurdecedores, rodas de mosh e a sensação de que a banda e os fãs estavam em perfeita sintonia. Para fechar, a banda surpreendeu ao voltar para um bis inesperado: após tocar todo o álbum, repetiram Histórias de Verão, porque hit bom a gente canta duas vezes.

O show do Forfun no Doce Maravilha foi mais do que uma apresentação comemorativa: foi a prova de que a música atravessa décadas sem perder frescor e significado. Entre nostalgia, amizade e hinos que marcaram uma geração, a banda mostrou que Teoria Dinâmica Gastativa continua vivo e pulsante. Para muitos fãs, essa noite foi mais do que um show: foi a chance de revisitar memórias e reviver a energia de um tempo que marcou a juventude carioca dos anos 2000.