Nos dias 11, 12, 18 e 19 de outubro deste ano, o Rio de Janeiro irá receber a quarta edição do festival Clássicos do Brasil. Esse evento acontecerá na Marina da Glória e promoverá apresentações musicais de Marcelo D2, Nação Zumbi, Gabriel o Pensador, Cidade Negra, O Grande Encontro (Alceu Valença + Elba Ramalho + Geraldo Azevedo), Xande de Pilares, Los Sebosos Postizos, Plebe Rude, Capital Inicial, Ira!, Humberto Gessinger, Edson Gomes, Maneva, Armandinho, Ponto Equilíbrio e Lenine + Marcos Suzano.
O público que comparecer a este festival terá a oportunidade de assistir a vários shows atípicos – afinal, 10 das atrações escaladas irão seguir setlists especiais pautados em álbuns históricos. Confira, abaixo, quais serão os trabalhos homenageados:

Marcelo D2 celebrará o álbum À Procura da Batida Perfeita (2003)
O show de Marcelo D2 no festival Clássicos do Brasil incluirá todas as músicas do lendário À Procura da Batida Perfeita – álbum de 2003 onde o rapper carioca mergulhou profundamente na ideia de misturar Hip-Hop com Samba.
D2 nunca escondeu que é apaixonado por Samba: antes mesmo de À Procura da Batida Perfeita, ele já havia inserido elementos característicos desse estilo musical em composições como Futuro do País (lançada em 1995, no álbum Usuário, do Planet Hemp) e Samba de Primeira (lançada em 1998, no álbum solo Eu Tiro é Onda), mas esses elementos ou não apareciam simultaneamente com o rap ou eram discretos demais para enquadrar uma canção no gênero ‘’samba-rap’’ que D2 sonhava em criar. Em 2001, quando Rappin’ Hood lançou a música Sou Negrão em parceria com a sambista Leci Brandão, Marcelo D2 perdeu a chance de entrar para a história como o pioneiro dessa fusão de estilos – porém, por mais que Rappin’ Hood tenha sido o primeiro artista a inserir versos de rap em um instrumental de samba, o covocalista do Planet Hemp foi quem aprimorou e popularizou o samba-rap, ao idealizar beats que apresentam elementos característicos de hip-hop e elementos característicos de samba em proporções equalitárias. Se, em Eu Tiro é Onda, D2 não havia conseguido encontrar o ponto de fusão entre esses dois estilos, em À Procura da Batida Perfeita ele finalmente acertou em cheio nesse objetivo – a mistura fica evidente, especialmente nas faixas A Maldição do Samba (parceria com Seu Jorge), À Procura da Batida Perfeita, Batidas e Levadas, Profissão MC e Re-Batucada.
Porém, este álbum não é inteiramente voltado ao samba-rap: as faixas CB Sangue Bom (parceria com Will I. Am) e Loadeando (parceria com Sain/filho de D2) possuem instrumentais de hip-hop mais convencionais, enquanto Vai Vendo, Pilotando o Bonde da Excursão e Qual É? evocam elementos do soul/funk ao apresentar samples de Too Many Hands (Otis Clay), Good Times (CHIC) e Kabaluerê (Antônio Carlos & Jocafi), respectivamente.
A forte presença de elementos tipicamente brasileiros em um disco de rap fez À Procura da Batida Perfeita repercutir estrondosamente, não apenas no Brasil, mas também em vários outros países. Consequentemente, este se tornou o maior êxito comercial da carreira de Marcelo D2: o álbum vendeu mais de 200 mil cópias ao redor do mundo e todas as suas faixas se tornaram hits radiofônicos – por isso, a expectativa geral é de que o show de D2 no festival Clássicos do Brasil seja uma verdadeira catarse coletiva onde todas as músicas do setlist estarão na ponta da língua da plateia.
Vale lembrar que À Procura da Batida Perfeita possui 33 minutos de duração. Como D2 terá uma hora para se apresentar no festival, sobrará bastante tempo para ele cantar, também, algumas músicas que foram lançadas em outros álbuns.

Os membros remanescentes da Nação Zumbi celebrarão o álbum Da Lama ao Caos (1994)
Embora a Nação Zumbi tenha começado como a banda de apoio do cantor Chico Science, o virtuosismo de cada um dos instrumentistas do grupo foi algo inegavelmente essencial para o resultado dos álbuns Da Lama ao Caos (1994) e Afrociberdelia (1996) ter sido tão positivo. A maior prova do talento que os membros da Nação Zumbi possuem é o fato de que, mesmo após a morte de Science (ocorrida em 1997), a banda se manteve como um expoente do manguebeat e continuou lançando músicas próprias excelentes.
Apesar de algumas baixas ocorridas ao longo dos anos, a Nação Zumbi ainda conta com três dos músicos que acompanharam Chico Science – o vocalista Jorge Du Peixe (que, antigamente, era percussionista), o baixista Alexandre Dengue e o percussionista Toca Ogan. No festival Clássicos do Brasil, o trio revisitará os primórdios do grupo, ao executar de cabo a rabo o repertório presente no álbum Da Lama ao Caos – entre as faixas desse trabalho de estreia, estão Banditismo por uma Questão de Classe, A Cidade, Samba Makossa, Da Lama ao Caos, A Praieira e várias outras composições adoradas pelos fãs.

Gabriel O Pensador celebrará o álbum Quebra-Cabeça (1997)
O álbum que Gabriel O Pensador cantará na íntegra, durante o festival Clássicos do Brasil, é o incrível Quebra-Cabeça (1997) – que inseriu definitivamente o hip hop nacional no circuito mainstream brasileiro.
A intenção de Gabriel sempre foi fazer música que atingisse ouvintes de todas as tribos. Nos álbuns Gabriel O Pensador (1993) e Ainda É Só o Começo (1995), ele uniu o rap ao pop e, através disso, conseguiu emplacar grandes hits como Tô Feliz (Matei o Presidente) e Retrato de um Playboy… porém, Quebra-Cabeça resultou em conquistas ainda maiores para Gabriel: este álbum de 1997 vendeu mais de 1,5 milhão de cópias e até hoje permanece como o maior êxito comercial do rapper.
Em vários momentos, Quebra-Cabeça soa como uma verdadeira celebração à música brasileira: neste disco, Gabriel cantou ao lado de Lulu Santos (em Cachimbo da Paz), Barão Vermelho (em +1 Dose) e BLITZ (em Eu e a Tábua), utilizou samples de Rita Lee (nas faixas Sem Saúde e Bala Perdida) e homenageou dezenas de outros artistas nacionais, na faixa Festa da Música – onde, em clima de união e camaradagem, ele citou nomes como Martinho da Vila, Tim Maia, Cidade Negra, Skank, Chitãozinho & Xororó, Sandra de Sá, Roberto Carlos, Sepultura e Antônio Carlos Jobim, imaginando como seria uma festa reunindo gigantes dos mais diversos gêneros da música tupiniquim.
O sucesso comercial de Quebra-Cabeça teve os mega-hits Festa da Música, Cachimbo da Paz, 2345meia78, Pátria Que Me Pariu e Pra Onde Vai como carros-chefes. Todos eles furaram ‘’a bolha do rap’’ e se tornaram conhecidos pelo Brasil inteiro – a ponto de integrarem todos os shows de Gabriel até os dias de hoje. Porém, as demais músicas do álbum aparecem muito dificilmente nos setlists do rapper… o festival Clássicos do Brasil será uma oportunidade rara de conferir pérolas subestimadas como +1 Dose, Eu e a Tábua, Sem Saúde, Bala Perdida e Dança do Desempregado sendo tocadas ao vivo.
Vale lembrar que, neste evento, é bastante provável que o show de Gabriel O Pensador não inclua músicas de outros álbuns. Afinal, o repertório de Quebra-Cabeça totaliza 57 minutos de duração e o festival Clássicos do Brasil só permite que cada artista se apresente durante uma hora.

O Cidade Negra celebrará o álbum Sobre Todas as Forças (1994)
Recentemente, o Cidade Negra deu fim a um hiato de três anos e voltou a realizar shows pelo Brasil inteiro. A turnê atual do grupo carioca celebra o aniversário de três décadas do álbum Sobre Todas as Forças (1994) – que, para muitos fãs, é o primeiro álbum ‘’oficial’’ do Cidade Negra, pois foi o primeiro com Toni Garrido nos vocais.
Para os que não sabem, a banda fundada pelo baixista Bino Farias inaugurou a sua discografia lançando dois discos com o vocalista Ras Bernardo. Esses trabalhos intitulados Lute Para Viver (1990) e Negro no Poder (1992) agradaram aos fãs de reggae, mas não furaram a bolha do gênero, pois passaram um pouco despercebidos pelas rádios brasileiras da época. O Cidade Negra só explodiu comercialmente depois que estabeleceu parceria com Toni Garrido e Liminha – o primeiro substituiu Ras Bernardo no posto de vocalista do grupo, enquanto o segundo foi contratado para produzir o álbum Sobre Todas as Forças.
Garrido tinha uma bagagem musical bastante pautada no soul/funk. Por esse motivo, ele apoiou totalmente o direcionamento mais pop que Bino Farias e Liminha tinham em mente para a banda (diferente de Bernardo, que se opunha bastante à ideia).
Com isso, o Cidade Negra passou por uma reformulação: o grupo manteve a sua essência Reggae, mas passou a seguir uma cartilha mais comercial, incorporando elementos do pop, do soul/funk, do rock, do rap e da MPB a esse gênero musical jamaicano. A influência de Liminha no meio da música acabou abrindo várias portas: graças ao produtor, Sobre Todas as Forças conta com participações especiais de Gabriel O Pensador (em Mucama) e Shabba Ranks (em Downtown), um cover dos Titãs (Querem Meu Sangue – que é versão em português de The Harder They Come, do Jimmy Cliff) e composições inéditas das duplas Nando Reis/Marisa Monte (Onde Você Mora?) e Samuel Rosa/Chico Amaral (Luta de Classes) completando as 7 canções autorais que Bino Farias, Toni Garrido, Da Gama e Lazão haviam preparado para o disco.
Sobre Todas as Forças vendeu mais de 800 mil cópias e fez do Cidade Negra um fenômeno nacional. O show que o grupo realizará no festival Clássicos do Brasil irá incluir todas as 10 músicas desse álbum – ou seja, Pensamento, Querem Meu Sangue, Downtown, Luta de Classes, Minha Irmã, Doutor, Onde Você Mora?, A Sombra da Maldade, Casa e Mucama estão confirmadas no setlist (espera-se até que Gabriel O Pensador faça uma participação especial em Mucama… afinal, ele também está escalado para se apresentar no primeiro dia do evento).
O Cidade Negra realizará um set de uma hora. Como o álbum Sobre Todas as Forças possui 37 minutos de duração, sobrará tempo para a banda tocar, também, alguns sucessos como A Estrada, O Erê, Girassol e Sábado à Noite, que pertencem a outros discos.

Lenine e Marcos Suzano celebrarão o álbum Olho de Peixe (1993)
Após o fracasso comercial de seu álbum de estreia Baque Solto (1983), Lenine ficou um bom tempo achando que não havia nascido para ser cantor. Por isso, o músico pernambucano ficou 10 anos se dedicando apenas a compor para outros artistas – ele só se convenceu de que poderia sim cantar as próprias composições depois que o álbum Olho de Peixe (1993) conquistou ampla aclamação nacional.
Lenine costuma descrever esse segundo álbum como ‘’o mais importante de toda a sua carreira’’, pois foi através do sucesso de Olho de Peixe que ele percebeu que poderia atuar em todas as áreas da música que ele queria.
Entretanto, por mais que Lenine tenha sido o principal compositor de cada uma das músicas deste álbum, o resultado final não seria o mesmo se o cantor não tivesse contado com contribuições eventuais de 5 co-compositores (Bráulio Tavares, Lula Queiroga, Dudu Falcão, Ivan Santos e Paulo César Pinheiro) e com os arranjos do requisitado percussionista Marcos Suzano – como este participa de todas as faixas de Olho de Peixe, ele assina o disco junto com Lenine.
Desde abril do ano passado, Lenine e Suzano estão rodando o Brasil com uma turnê que comemora o aniversário de três décadas de Olho de Peixe. Em cada apresentação desta turnê, a proposta principal é tocar todas as 11 músicas do álbum aniversariante, mas, em alguns setlists, a dupla também está incluindo canções como O Dia em Que Faremos Contato, A Ponte e Hoje eu Quero Sair Só – que Lenine e Suzano lançaram juntos em álbuns posteriores.
O show que Lenine e Marcos Suzano apresentarão no festival Clássicos do Brasil será um dos últimos da turnê Olho de Peixe 30 anos – ou seja, é bastante provável que a dupla só volte a apresentar um espetáculo parecido no aniversário de 40 anos do disco.

Os Los Sebosos Postizos homenagearão Jorge Ben Jor, celebrando A Tábua de Esmeralda (1974)
Jorge Ben Jor sempre se destacou por fugir criativamente do purismo do samba convencional, mas, no álbum A Tábua de Esmeralda (1974), ele levou isso à enésima potência: ao inserir arranjos psicodélicos experimentais e temáticas herméticas/cósmicas ao suíngue tipicamente brasileiro, o cantor criou uma das maiores obras-primas que a música nacional já produziu.
Infelizmente, Jorge não se apresentará nesta edição do festival Clássicos do Brasil, mas o repertório de A Tábua de Esmeralda será celebrado no segundo dia do evento, pelo supergrupo Los Sebosos Postizos – que é formado por Jorge Du Peixe (vocalista da Nação Zumbi), Lello Bezerra (guitarrista solo), Alexandre Dengue (baixista da Nação Zumbi), Carlos Trilha (tecladista/produtor que já acompanhou a Legião Urbana), Vicente Machado (baterista do Mombojó), Gustavo da Lua (percussionista da Nação Zumbi) e Pedro Baby (guitarrista que já acompanhou Novos Baianos, Gal Costa e Tribalistas).
Desde junho do ano passado, todos os shows do septeto estão incluindo o repertório completo de A Tábua de Esmeralda. Essa proposta de espetáculo começou com o propósito de celebrar o aniversário de 50 anos do disco, mas acabou se estendendo para 2025 pois foi muito bem-recebida pelo público: as versões que os Los Sebosos Postizos criaram para as composições de Jorge Ben Jor chamaram a atenção por não serem meros covers, mas sim interpretações inéditas que refletem muito da identidade do manguebeat. Certamente, será um show memorável!

Capital Inicial, Ira! e Humberto Gessinger celebrarão os seus respectivos acústicos da MTV
Nas décadas de 1990 e 2000, o selo Acústico MTV foi importantíssimo para os artistas da música nacional – tanto que, no terceiro dia do festival Clássicos do Brasil, o Capital Inicial, o Ira! e o cantor Humberto Gessinger (ex-vocalista do Engenheiros do Hawaii) irão realizar shows totalmente pautados nos seus respectivos álbuns acústicos.
O Capital Inicial é, provavelmente, a banda brasileira que mais colheu frutos positivos vindos de um acústico MTV: durante as décadas de 1980 e 1990, o sucesso comercial de Dinho Ouro Preto e cia. nunca passou de modesto, mas depois que o grupo brasiliense lançou o seu acústico MTV, em maio de 2000, o Capital virou uma febre nacional – isso porque o disco em questão traz excelentes regravações das músicas O Passageiro (The Passenger), O Mundo, Todas As Noites, Independência, Leve Desespero, Eu Vou Estar, Cai a Noite, Fogo, Fátima, Veraneio Vascaína e Música Urbana, além de um cover de Primeiros Erros (clássico de Kiko Zambianchi) e das excelentes músicas originais Natasha e Tudo Que Vai. Todos esses hits citados farão parte do show que o Capital Inicial realizará no festival Clássicos do Brasil – e, para deixar a experiência ainda mais nostálgica, os líderes Dinho Ouro Preto, Fê Lemos e Flávio Lemos estarão acompanhados, não somente por Yves Passarell, Fabiano Carelli e Nei Medeiros, mas também por Kiko Zambianchi e Denny Conceição (dois músicos de apoio que participaram da gravação deste álbum que, até hoje, permanece como o mais bem-sucedido do Capital).
O Ira!, porém, também obteve resultados comerciais astronômicos, quando entregou o seu próprio disco acústico: em 2004, o grupo paulista liderado por Nasi (vocalista) e Edgard Scandurra (guitarrista) já estava extremamente estabelecido na cena musical brasileira, mas, mesmo assim, o lançamento do álbum Acústico Ira! resultou em mais de 300 mil cópias vendidas – um recorde que nenhum trabalho anterior da banda havia alcançado (nem mesmo trabalhos aclamadíssimos como o Vivendo e Não Aprendendo, de 1986). Isso aconteceu porque o Acústico Ira! compila vários sucessos incríveis do grupo, apresenta eles em roupagens maravilhosas (com direito a participações de Os Paralamas do Sucesso, Samuel Rosa, Thiago Castanho e Pitty em momentos pontuais) e ainda traz canções originais do naipe de Vida Passageira e Flerte Fatal, que se tornaram grandes hits. No festival Clássicos do Brasil, o Ira! fará um show totalmente pautado no repertório deste álbum – hinos como Tarde Vazia, Envelheço na Cidade, O Girassol, Dias de Luta, Eu Quero Sempre Mais e Flores em Você fazem parte do disco homenageado e, certamente, farão parte do setlist.
Humberto Gessinger, por sua vez, chegou a lançar dois álbuns acústicos de sucesso, na época em que ele liderava a banda Engenheiros do Hawaii: um deles foi em 2004, sob o selo ‘’Acústico MTV’’, enquanto o outro foi em 2007, de maneira independente. O show que Humberto e seus músicos de apoio apresentarão no festival Clássicos do Brasil incluirá somente canções que estão presentes em algum desses dois trabalhos – como a união do Acústico MTV e do Acústico: Novos Horizontes dos Engenheiros totaliza mais de duas horas de duração, nem todas as músicas desses álbuns serão tocadas, mas sucessos como O Papa é Pop, Somos Quem Podemos Ser, Pra Ser Sincero, Até o Fim, Dom Quixote e Refrão de um Bolero não deverão ficar de fora.

A Plebe Rude celebrará o álbum O Concreto Já Rachou (1986)
No meio do rock brasileiro, poucos álbuns de estreia conseguem ser tão sensacionais quanto O Concreto Já Rachou (1986), da Plebe Rude. Já nesse primeiro trabalho de estúdio, a banda brasiliense enfileirou músicas que, até hoje, são amplamente reconhecidas como hinos do punk rock nacional – o repertório composto pelas faixas Até Quando Esperar, Proteção, Johnny Vai à Guerra (Outra Vez), Minha Renda, Sexo e Karatê, Seu Jogo e Brasília faz com que, hoje, este álbum pareça uma coletânea.
No terceiro dia do festival Clássicos do Brasil, a Plebe Rude celebrará este álbum de estreia, tocando todas as faixas dele. Como as músicas de O Concreto Já Rachou são sempre obrigatórias nos shows da banda, a apresentação que o grupo realizará não será muito diferente de um show convencional – e o setlist, certamente, também prestigiará algumas canções de outros álbuns… afinal, o quarteto terá uma hora para tocar, e o repertório de O Concreto Já Rachou totaliza apenas 21 minutos de duração.
Entre os membros daquela formação original da Plebe Rude, apenas Phillipe Seabra (covocalista/guitarrista) e André X (baixista) continuam na banda. Porém, as vagas deixadas por Gutje Woortman e Jander Bilaphra estão muito bem-preenchidas por Marcelo Capucci (baterista) e pelo lendário Clemente Nascimento (covocalista/também membro da banda Inocentes), respectivamente.
Confira a divisão de atrações por dia de festival:
11 de outubro: Nação Zumbi, Cidade Negra, Marcelo D2 e Gabriel O Pensador
12 de outubro: O Grande Encontro (Elba Ramalho + Geraldo Azevedo e Alceu Valença), Lenine + Marcos Suzano, Xande de Pilares canta Caetano e Los Sebosos Postizos
18 de outubro: Capital Inicial, Ira!, Humberto Gessinger e Plebe Rude
19 de outubro: Edson Gomes, Maneva, Armandinho, Ponto de Equilíbrio


