David Bowie: a icônica foto de Aladdin Sane vai a leilão e pode quebrar recorde histórico

David Bowie com o rosto pintado com raio vermelho e azul na capa do álbum Aladdin Sane, foto tirada por Brian Duffy em 1973.
A foto icônica de Aladdin Sane (1973), tirada por Brian Duffy, vai a leilão e pode quebrar recorde histórico de valor em arte do rock.

A lendária imagem de David Bowie, marcada pelo raio vermelho e azul no rosto e eternizada na capa do álbum Aladdin Sane (1973), pode bater um novo recorde de valor em leilão. Segundo o The Guardian, a fotografia feita pelo renomado Brian Duffy será leiloada em 22 de outubro, pela casa Bonhams, com um lance inicial de 300 mil euros (cerca de 1 milhão e 900 mil reais).

Assim, caso esse valor seja atingido, a obra superará a atual recordista: a capa do álbum de estreia do Led Zeppelin, que foi vendida por US$ 320 mil.

Mais do que a foto icônica: o que vai a leilão

Além da famosa imagem, o leilão da Bonhams trará outros itens exclusivos relacionados à sessão fotográfica de Aladdin Sane. Entre os objetos, estão:

  • O banquinho utilizado por Bowie durante a sessão de fotos
  • A câmera Hasselblad 500C usada por Duffy para capturar as imagens
  • Uma foto de corpo inteiro do músico tirada no mesmo dia

Por essa razão, o evento deve atrair colecionadores do mundo todo.

De acordo com Claire Tole-Moir, especialista da Bonhams:

“As únicas outras obras com importância semelhante foram a arte de George Hardie para o álbum de estreia do Led Zeppelin e a capa de Captain Fantastic, de Elton John, que arrecadou US$ 212.500.”

Bowie Center: um mergulho em 90 mil objetos

Enquanto isso, o recém-inaugurado David Bowie Centre, localizado em Stratford, Londres, abriu as portas em setembro e já vem chamando atenção dos fãs. O espaço reúne mais de 90 mil itens do acervo pessoal de Bowie, preservados após sua morte em 2016.

Entre os objetos expostos, destacam-se:

  • O figurino de seda bordado da era Ziggy Stardust, criado por Kansai Yamamoto
  • O violão Harptone de 12 cordas usado no clipe de Space Oddity
  • Desenhos, anotações e peças históricas, como a chave do apartamento que ele dividiu com Iggy Pop em Berlim nos anos 1970

Além disso, há uma exposição permanente sobre a influência de Bowie na moda e na cultura, que, na inauguração, contou com curadoria de Nile Rodgers, produtor do lendário Let’s Dance (1983).

O legado de um enigma

Por fim, vale lembrar que o projeto é fruto do legado deixado por Bowie ao Victoria & Albert Museum, que já havia organizado a icônica retrospectiva “David Bowie Is” em 2013. Desde então, uma equipe de especialistas dedicou sete anos ao trabalho de catalogação e preservação de seu arquivo.

“Nunca o decifraremos completamente; será sempre um enigma”, declarou a curadora Harriet Reed em entrevista à NPR, reforçando o mistério que envolve a figura de Bowie.