A família de Frehley compartilhou uma nota emocionante sobre sua despedida:
“Estamos devastados e com o coração partido. Pôde nos ouvir cercando-o de amor, orações e palavras de carinho em seus últimos momentos. Guardamos suas risadas, sua generosidade e a força com que viveu. A magnitude de sua partida é imensurável. Sua memória viverá para sempre.”
De acordo com o TMZ, Frehley sofreu uma hemorragia cerebral após uma queda em casa, em setembro. Desde então, ficou internado e recebia cuidados intensivos. Além disso, ele havia cancelado um show em Lancaster, na Califórnia, no fim daquele mês, citando problemas de saúde.
Do Bronx ao nascimento do KISS
Nascido Paul Daniel Frehley em 1951, no Bronx, Nova York, Ace começou a tocar guitarra ainda adolescente. Tocou em várias bandas locais até conhecer Paul Stanley, Gene Simmons e Peter Criss em 1972. Juntos, eles criaram o KISS e, em 1973, subiram ao palco pela primeira vez com suas famosas maquiagens e personagens.
Frehley assumiu o papel do “Spaceman”, criando uma das imagens mais icônicas do rock. Entre 1973 e 1982, ele compôs e tocou em músicas que se tornaram clássicos, como “Cold Gin”, “Parasite” e “Shock Me”, onde também assumiu os vocais.
Em 1978, cada integrante da banda lançou um álbum solo. O disco de Frehley se destacou, conquistando o público com o hit “New York Groove” e vendendo mais que os dos colegas de banda.
Ao longo dos anos, Ace Frehley se firmou como um dos guitarristas mais influentes do rock. Seu estilo combinava técnica, energia e improviso, tornando-o uma referência para artistas como Mike McCready (Pearl Jam) e Dimebag Darrell (Pantera).
Além disso, sua postura no palco ajudou a definir a estética e o som do hard rock dos anos 70. Enquanto muitos guitarristas buscavam virtuosismo, Frehley apostava em sentimento e presença, uma escolha que o tornou único.
Reencontro, carreira solo e legado
Em 1996, Frehley voltou ao KISS para a histórica turnê de reunião, que lotou arenas e deu origem ao álbum Psycho Circus (1998). O retorno marcou um reencontro não só com a banda, mas também com fãs de várias gerações.
Depois de deixar o grupo novamente em 2002, Ace continuou em carreira solo. Nos anos seguintes, lançou projetos marcantes, como o álbum 10,000 Volts (2024), que contou com participações de Paul Stanley, Robin Zander e Bruce Kulick.
Em 2014, ele foi incluído no Rock and Roll Hall of Fame junto ao KISS. Além disso, receberia o Kennedy Center Honors em dezembro deste ano, uma homenagem que reforçaria sua importância para a história da música.
Com sua guitarra explosiva e autenticidade inabalável, Ace Frehley mudou para sempre a forma de tocar e sentir o rock. Mesmo fora dos palcos, seu som continuará a ecoar – intenso, livre e cheio de energia, exatamente como ele viveu.


