Ace Frehley, lendário guitarrista do Kiss, faleceu aos 74 anos deixando um legado inconfundível no rock. Com seu estilo singular, riffs marcantes e uma atitude que moldou a sonoridade da banda, Frehley sempre destacou algumas faixas como suas maiores conquistas, tanto com o Kiss quanto em sua carreira solo.
Cold Gin
Lançada em 1974, Cold Gin é um dos clássicos mais duradouros do Kiss. O riff inicial, enérgico e inconfundível, surgiu enquanto Frehley andava de metrô em Nova York. Embora ele não tenha assumido os vocais, a canção se tornou um símbolo de sua criatividade e da força de sua guitarra. Além disso, foi uma das primeiras a revelar o DNA sonoro que o Kiss manteria por décadas.
Strange Ways
Nesta faixa, o guitarrista sempre destacou o solo — gravado em apenas uma tomada — como um dos pontos altos de sua carreira. Segundo ele, “foi um dos solos mais inspirados que já fiz”. Apesar de ter composto a música, Frehley preferiu não cantá-la: “Eu não era tão confiante como cantor com Peter, Gene e Paul ao meu redor. Eles já tinham essa segurança.” Ainda assim, Strange Ways permanece como um dos melhores exemplos de sua técnica e espontaneidade.
Rocket Ride
Com Rocket Ride, Frehley deixou claro que seu processo criativo era puro instinto. “Eu simplesmente inventava as coisas na hora; nunca tive treinamento musical”, contou. Por isso, a faixa soa livre e imprevisível — um reflexo de seu estilo natural e intuitivo. Além disso, tornou-se uma das favoritas dos fãs pela energia explosiva e pela autenticidade.
New York Groove
Embora tenha sido escrita por Russ Ballard, New York Groove ganhou nova vida em 1978, quando Frehley a transformou em um hino pessoal. A canção representou sua conexão com a cidade natal e se tornou um dos maiores sucessos de sua carreira solo. Curiosamente, anos depois, a Soda Stereo chegou a samplear trechos da faixa em Zoom. Com isso, o legado de Frehley ultrapassou fronteiras e inspirou diferentes gerações.
Rip It Out
Lançada em seu primeiro álbum solo, Rip It Out marcou o início de uma fase mais livre e criativa. O próprio guitarrista admitiu: “Depois desse disco, percebi que era mais criativo longe de Paul, Gene e Peter do que com eles.” Assim, o registro simbolizou a independência artística de Ace e consolidou sua identidade fora do Kiss.


