David Gilmour deixou claro que não existe, agora ou no futuro, qualquer possibilidade de trabalhar novamente com Roger Waters. A declaração surgiu em entrevista ao The Telegraph, reforçando que a relação entre os dois ex-colegas do Pink Floyd permanece irrecuperável.
Um rompimento que só piora
A separação artística começou em 1985, quando Waters saiu da banda. Desde então, as disputas passaram do campo musical para o pessoal. Além disso, nos últimos anos, questões políticas aprofundaram ainda mais o conflito.
Gilmour, por exemplo, criticou Waters em 2023 por supostamente apoiar Putin e Maduro. Portanto, segundo ele, cruzar caminhos novamente é impossível:
“Nada me faria dividir o palco com alguém que acha aceitável o tratamento dado às mulheres e à comunidade LGBTQIA+.”
Confronto público e desgaste familiar
Enquanto as tensões cresciam nos bastidores, elas também explodiram nas redes. A esposa de Gilmour, Polly Samson, acusou Waters de antissemitismo, misoginia e apoio a regimes autoritários. Gilmour, por sua vez, não apenas concordou, como também ampliou as críticas:
“Cada palavra é comprovadamente verdadeira.”
Waters negou todas as acusações, afirmando que eram “inflamatórias e imprecisas”. Ainda assim, o clima já era irreversível.
Gilmour só quer seguir em frente
Aos 78 anos, ele diz que falar sobre Waters se tornou exaustivo. Além disso, o guitarrista questiona a relevância de continuar revisitando o tema:
“Eu estava nos meus 30 quando Roger deixou o grupo. Onde isso ainda importa?”
Apesar disso, Gilmour faz questão de lembrar quem realmente sente falta:
“Eu adoraria tocar com Rick Wright novamente. Ele era gentil e musicalmente brilhante.”
Foco total no presente
Agora, em vez de discussões antigas, Gilmour está concentrado em novos projetos. Ele promove o Blu-ray Live At The Circus Maximus, Rome e, além disso, se prepara para o lançamento da edição deluxe de 50 anos de Wish You Were Here, que chega em 12 de dezembro.


