Linkin Park prova em São Paulo que algumas bandas nunca deixam de soar gigantes

Público do Linkin Park no MorumBIS em São Paulo durante o encerramento da turnê From Zero, com confetes e luzes coloridas iluminando o estádio lotado.
O MorumBIS se transformou em um mar de luz e emoção durante o show histórico do Linkin Park em São Paulo — um dos momentos mais intensos da turnê From Zero.

O Linkin Park fez um retorno triunfal a São Paulo na noite deste sábado, transformando o MorumBIS em um mar de emoção e nostalgia. A From Zero World Tour reafirma a força e relevância da banda em 2025 – não apenas celebrando seu legado, mas também abrindo um novo capítulo, com o álbum From Zero e Emily Armstrong nos vocais.

Desde os primeiros acordes de Somewhere I Belong, o público explodiu como se esperasse anos por esse momento. O show, dividido em atos, teve uma construção cinematográfica: trovões de energia seguidos de pausas intimistas. A produção foi impecável, e São Paulo viveu a experiência completa de um espetáculo que alterna peso, emoção e grandiosidade.

Emily Armstrong brilhou do início ao fim. Em vez de substituir Chester Bennington, ela o homenageia, com respeito, emoção e autenticidade. Em Numb e In the End, deixou o público cantar em coro, criando um dos momentos mais arrepiantes da noite. Já em The Emptiness Machine e Heavy Is the Crown, mostrou força e presença, reafirmando o futuro do Linkin Park.

Mike Shinoda, por sua vez, segue sendo a espinha dorsal do grupo. Seus versos em Papercut e Remember the Name incendiaram o estádio e o momento mais terno veio quando ele parou a música para autografar e entregar seu boné a uma fã mirim. Pouco antes, Poppy, que abriu o show, retornou ao palco para um dueto explosivo com Emily em One Step Closer.

E o público brasileiro, sempre imprevisível, protagonizou uma cena inesquecível: Emily interrompeu o set ao notar uma fã segurando um cartaz pedindo que ela revelasse o sexo de seu bebê. O estádio silenciou, o envelope foi aberto e era uma menina. Um “chá revelação” em pleno show do Linkin Park.

O setlist foi um equilíbrio perfeito entre o clássico e o novo. Faint transformou o MorumBIS em um caos de moshpits, sinalizadores e euforia. E no bis, Heavy Is the Crown e Bleed It Out selaram o fim da noite com energia devastadora, uma catarse coletiva que ecoou muito depois da última nota.

Mais do que um show, foi uma celebração da resiliência. O Linkin Park fez São Paulo cantar, chorar e gritar como se o tempo tivesse parado. Uma noite que provou, sem sombra de dúvida, que a banda não apenas sobreviveu, ela renasceu, mais forte do que nunca.

Eles voltaram. E começaram tudo de novo, do zero.