Hayley Williams deixou claro que sua próxima turnê solo terá um princípio inegociável: será um espaço seguro, inclusivo e livre de qualquer tipo de intolerância. Em entrevista à revista Clash, a vocalista do Paramore reforçou que não pretende suavizar sua posição, especialmente agora, diante da enorme procura por ingressos.
“Se você discrimina, nem precisa ir”
A cantora explicou que deseja criar shows onde todos os fãs possam “se sentir bem-vindos à festa”. No entanto, para que isso aconteça, ela precisa traçar limites firmes.
“Não quero racistas por perto, nem sexistas, e nem pessoas que acham que pessoas trans são um fardo”, declarou. Em seguida, foi ainda mais direta: “Essa é a linha divisória para mim agora.”
Hayley acrescentou que espera que quem entrar em uma de suas apresentações perceba imediatamente o clima de união. Segundo ela, todos são bem-vindos — desde que acreditem que todos devem ser bem-vindos. Caso contrário, não deveriam estar lá.
Turnê de 2026 será a maior da carreira solo
A série de shows promove Ego Death at a Bachelorette Party, seu novo álbum solo, e começa em 28 de março, em Atlanta. Depois disso, Hayley segue para cidades como Toronto, Boston, Nova York, Chicago, Nashville, Austin, Oakland e Los Angeles. Em junho, a turnê chega ao Reino Unido e à Europa, onde segue até o fim do verão.
Um histórico consistente de defesa de igualdade
Ao longo da carreira, Hayley Williams tem usado sua voz para defender minorias e denunciar injustiças, especialmente no Tennessee, seu estado natal. No ano passado, ela rejeitou uma homenagem oficial do governo estadual e criticou a liderança republicana, acusando-a de promover políticas carregadas de racismo.
Além disso, a artista já falou diversas vezes sobre o machismo presente na indústria musical. Em 2022, contou que evitava tocar guitarra ao vivo por medo de comentários sexistas. E, em 2023, rebateu ataques online após adiar shows por motivos de saúde, dizendo que os “machões da internet” não representam o público real do rock.


