Avenged Sevenfold retorna ao Brasil com show épico em Curitiba

M. Shadows se apresenta com o Avenged Sevenfold em show lotado na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba
M. Shadows durante o show do Avenged Sevenfold na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba. Foto: Ravi Isfer / Moodgate

Sevenfold! Sevenfold! Sevenfold! Esse era o grito que ecoava na noite de quarta-feira na Pedreira Paulo Leminski, momentos antes do primeiro show de retorno do Avenged Sevenfold ao Brasil. O espaço para shows curitibano estava completamente lotado para receber M. Shadows e banda, meses após um cancelamento por motivos de saúde entristecer os fãs.

Antes da banda principal entrar no palco, ainda à luz do dia, a banda Mr. Bungle subiu ao palco e fez um show caloroso para um público empolgado. Além de trazer Mike Patton, líder do Faith No More, nos vocais, houve uma substituição de peso: Andreas Kisser na guitarra. O músico brasileiro, um dos mais renomados do heavy metal nacional, substituiu Scott Ian (Anthrax), e o mesmo acontecerá no show de São Paulo.

Ao fim do show, mais pessoas começavam a chegar e as expectativas para o Avenged Sevenfold entrar foram ficando cada vez maiores. Por sorte dos fãs, toda essa ansiedade foi muito bem suprida, e logo no início a emoção já tomava conta da Pedreira. A banda subiu ao palco ao som de Game Over, do último álbum Life Is But a Dream…, e na sequência, com muitos gritos de empolgação, veio Chapter Four, essa de Waking the Fallen.

O público todo já estava completamente entregue em Afterlife, direto de 2008, que traz um dos solos de guitarra mais aclamados da noite. A faixa é longa, mas no show parecia durar mais enquanto todos ficavam vidrados no que assistiam naquele palco. Em um momento inusitado, a banda recebeu um pedido para revelar o sexo do bebê de uma fã. No palco, M. Shadows gritou: “é um menino, porra!”.

Emendando com mais um clássico, chegou a vez de Hail to the King! A faixa do disco de mesmo nome do Avenged Sevenfold fez todo mundo “bater cabeça” em sincronia, enquanto cantavam o hino em plenos pulmões. Não há como negar que a música é uma das que mais entregam a essência da banda e, consequentemente, e se torna um dos pontos mais altos do show.

A setlist teve algumas mudanças, e a primeira grande surpresa foi Seize the Day, do álbum City of Evil. A música começou a ser pedida pelos fãs, e M. Shadows até brincou que não a tocaria. Em uma fração de segundos ela começou, e a emoção se instaurou de vez quando, logo após, começou So Far Way, canção dedicada a The Rev, baterista da banda que faleceu em 2009. No telão, a silhueta do músico deixava tudo mais emocionante.

A emoção ficou um pouco de lado para trazer o caos no mosh pit, e isso aconteceu com Bat Country e Nightmare, com o vocalista descendo para curtir com os fãs. As surpresas não acabaram, pois o Avenged Sevenfold simplesmente tocou Not Ready to Die, da trilha do jogo de videogame Call of Duty: Black Ops.

Unholy Confessions também foi um show à parte, com uma roda de mosh pit gigante abrindo no meio da pista principal. Nessa hora, a Pedreira se transformou em uma grande nuvem de poeira, deixando tudo mais caótico e divertido, claro. Depois, chegou a hora de curtir a longuíssima Save Me, seguido da psicodelia de Cosmic e, por fim, A Little Piece of Heaven.

O show do Avenged Sevenfold em Curitiba entrou para a história, com M. Shadows entregando um vocal impecável, uma ótima sintonia com o restante da banda e um carisma insuperável com o público. A próxima parada da banda é São Paulo, dia 31, no Allianz Parque.