Lars Ulrich e os bateristas que moldaram seu estilo no Metallica

Lars Ulrich tocando bateria durante apresentação ao vivo do Metallica.
Lars Ulrich, baterista do Metallica, durante apresentação ao vivo. Foto: Divulgação.

Lars Ulrich construiu uma carreira que influenciou gerações. No Metallica, ele moldou um estilo potente, direto e reconhecível. No entanto, esse caminho não nasceu só de horas de estúdio. Ele veio, sobretudo, da atenção obsessiva que Ulrich sempre dedicou aos seus ídolos.

Em entrevista a Howard Stern, Ulrich citou dois nomes essenciais para sua formação: John Bonham, do Led Zeppelin, e Neil Peart, do Rush. Ele não hesitou ao escolher. “Não dá para tocar bateria sem amar o Neil. Mas, entre ele e o John, eu fico com o Bonham”, afirmou, sem rodeios.

Quando o assunto é álbum ao vivo, Ulrich também não deixa margem para dúvida. Para ele, Made in Japan (1972), do Deep Purple, segue imbatível. “Na minha opinião, é o melhor álbum de hard rock ao vivo de todos os tempos. Já ouvi milhares de vezes e ele só melhora”, declarou.

Ainda assim, foi Neil Peart quem ocupou o lugar mais alto no pedestal pessoal de Ulrich. Em uma entrevista de 2014 à Guitar Center, o baterista relembrou o primeiro contato com seu ídolo, nos anos 1980. Na época, Peart era o principal nome associado à marca Tama, e uma ligação intermediada pelo empresário Cliff Bernstein colocou os dois em contato.

“Eu era muito jovem. Falar com o Neil era como falar com o Deus dos deuses”, contou Ulrich. A conversa durou cerca de meia hora e girou inteiramente em torno de baterias. Pouco depois, a Tama enviou um kit feito sob medida para ele.

Desde então, Ulrich nunca mais pensou em trocar de instrumento. Aquele telefonema não apenas aproximou ídolo e fã, como também definiu o som e a identidade de um dos bateristas mais influentes da história do rock.