Após três anos de sucesso, o C6 Fest, apresentado pelo C6 Bank, chega à sua quarta edição em maio de 2026, mais uma vez em São Paulo, no Parque Ibirapuera. Realizado em parceria com a Dueto, o festival reúne grandes nomes da música nacional e internacional e promete mais uma experiência marcante.
A edição deste ano acontece entre os dias 21 e 24 de maio, com um line-up incrível e aqui vão alguns nomes que já valem entrar na sua lista de shows imperdíveis.
THE XX
The xx é uma banda britânica formada em Londres em 2005, conhecida por sua sonoridade minimalista, atmosférica e emocional. O trio, composto por Romy Madley Croft, Oliver Sim e Jamie xx, se conheceu ainda jovem e construiu uma identidade única ao misturar indie rock, R&B e elementos eletrônicos com uma abordagem contida e intimista.
Desde o álbum de estreia xx (2009), com faixas como Intro e Crystalised, a banda conquistou reconhecimento global e venceu o Mercury Prize. Em Coexist (2012), músicas como Angels reforçaram sua estética emocional, enquanto I See You (2017) trouxe uma sonoridade mais expansiva, com On Hold.
Ícones de uma era, foram considerados os “reis do Tumblr”, influenciando toda uma geração. Afinal, quem nunca ouviu Intro ou Angels provavelmente nasceu depois de 2015. Após projetos solo, o grupo vive um novo momento, com retorno aos palcos e novas músicas a caminho.
MAGDALENA BAY
Magdalena Bay é um duo americano de pop alternativo e synth-pop formado por Mica Tenenbaum e Matthew Lewin. Baseados em Los Angeles, os dois se destacam não só pela sonoridade eletrônica com influência dos anos 2000, mas também por um universo visual muito bem construído, que vai além da música. Sites com estética de internet antiga, referências kitsch e futuristas e uma linguagem quase performática mostram que o projeto funciona como um “ambiente”, e não apenas como canções isoladas.
Com Mercurial World (2021), a dupla apresentou sua identidade, mas foi com Imaginal Disk (2024) que alcançou outro nível. O álbum rapidamente se tornou um clássico instantâneo, amplamente aclamado pela crítica e pelo público, com uma estética tão marcante que sua capa virou referência dentro do pop recente. Entre humor, conceito e exagero, Magdalena Bay equilibra o pop entre o pegajoso, o reflexivo e o propositalmente “ridículo”, sem cair no cinismo.
Vivendo uma fase de expansão criativa, o duo segue explorando esse universo com novos lançamentos e chega ao Brasil com a “The Imaginal Mystery Tour”, reforçando sua proposta de um pop que absorve referências da internet, memória digital e ansiedade contemporânea, sem abrir mão do apelo melódico e da identidade própria.
WOLF ALICE
Wolf Alice é uma banda britânica formada no norte de Londres que surgiu em 2010 como um projeto acústico entre Ellie Rowsell e Joff Oddie, inicialmente com uma pegada mais folk. A partir de 2012, o projeto evoluiu para um grupo completo de rock, incorporando uma sonoridade que mistura grunge, indie e elementos alternativos.
O reconhecimento veio com o álbum de estreia My Love Is Cool (2015), impulsionado por faixas como Moaning Lisa Smile. Com Visions of a Life (2017), vencedor do Mercury Prize, consolidaram seu espaço na cena alternativa, sendo frequentemente associados a uma nova leitura do grunge. Já Blue Weekend (2021) levou a banda ao topo das paradas no Reino Unido.
No ano passado, lançaram seu quarto álbum, The Clearing, marcando uma nova fase mais madura e expansiva. O disco equilibra leveza e intensidade, explorando temas como amor, perda e conexão humana, e reforça a evolução da banda ao longo da última década.
AMAARAE
Amaarae, nascida Ama Serwah Genfi, é uma das vozes mais inovadoras do pop e R&B contemporâneo, conhecida por sua fusão entre afrobeats, pop alternativo e estética fluida. Criada entre o Bronx, Atlanta e Acra, a artista ganhou projeção global com o sucesso viral Sad Girlz Luv Money, que dominou o TikTok e ganhou ainda mais força com o remix ao lado de Kali Uchis.
Seu álbum Fountain Baby (2023) foi amplamente aclamado pela crítica e pelo público, consolidando Amaarae como um dos nomes mais criativos da cena global atual. Em 2024, ela passou pelo Brasil como destaque do AFROPUNK e agora retorna ao país para o C6 Fest, reforçando sua conexão com o público brasileiro.
Em 2025, lançou seu terceiro álbum de estúdio, Black Star, um projeto ousado que expande ainda mais sua sonoridade. O disco passeia por ritmos globais sem abandonar a base do afrobeats, incorporando inclusive influências do funk brasileiro. Com participações de nomes como Naomi Campbell e PinkPantheress, além de um sample de Believe, de Cher, na faixa “She Is My Drug”, o álbum reforça sua versatilidade e visão artística. A produção conta ainda com nomes como El Guincho e brasileiros como Maffalda, Deekapz e Mu540, evidenciando a mistura global que define seu som. Assumidamente lésbica, Amaarae também traz para sua música uma abordagem aberta e autêntica sobre identidade, desejo e liberdade.
CAMERON WINTER
Cameron Winter (nascido em 4 de março de 2002) é um músico, cantor e compositor norte-americano e vocalista da banda Geese. Criado no Brooklyn em um ambiente artístico, começou na música ainda jovem e formou a banda durante o ensino médio, ganhando destaque no indie com álbuns como Projector (2021) e 3D Country (2023).
Em 2024, lançou o disco solo Heavy Metal, amplamente aclamado pela crítica, que evidenciou seu talento como letrista. Influenciado por Bob Dylan e Leonard Cohen, seu estilo mistura lirismo denso, humor absurdo e forte carga emocional. Ao vivo, aposta em performances cruas e imprevisíveis, muitas vezes centradas em voz e piano, característica que deve marcar sua apresentação no C6 Fest.
BAIANASYSTEM
O BaianaSystem é um projeto musical criado em 2009, em Salvador, com a proposta de reinventar as possibilidades sonoras da guitarra baiana, instrumento fundamental para a criação do trio elétrico nos anos 1940. Idealizado por Roberto Barreto, o grupo mistura essa tradição com a cultura dos sound systems jamaicanos, criando uma sonoridade que une guitarra, graves marcantes e intervenções vocais. Desde o início, contou com nomes como Russo Passapusso e o produtor Seko Bass, além da direção visual de Filipe Cartaxo.
Conhecido por sua fusão de ritmos, que vai do samba-reggae ao dub, passando por ijexá, pagodão e influências africanas e caribenhas, o BaianaSystem construiu uma carreira marcada por forte identidade estética, discurso político e apresentações ao vivo intensas. Com cinco álbuns lançados, o grupo ganhou projeção internacional e passou por festivais como Rock in Rio e Lollapalooza.
O disco O Futuro Não Demora venceu o Latin Grammy Awards em 2019, consolidando o coletivo como um dos projetos mais inovadores da música brasileira contemporânea.


