Os cariocas ganharam dois excelentes side shows do C6 Fest na fria noite desta semana no Vivo Rio. De um lado, Wolf Alice confirmou sua força como uma das bandas mais interessantes do rock atual. Do outro, Lykke Li construiu uma apresentação hipnótica e emocional.
Wolf Alice mostra força de banda grande
A noite começou com o impecável Wolf Alice, que está na estrada divulgando The Clearing, um dos discos mais elogiados de 2025 e base principal do repertório apresentado.
A banda transita com naturalidade entre momentos contemplativos e explosões sonoras. Por isso, o show mantém ritmo constante e prende a atenção do público do início ao fim. Além disso, a resposta da plateia deixava claro quem muitos foram ver. Desde Thorns, música de abertura, o coro alto já tomava conta da casa.
Wolf Alice abre a noite com “Thorns”, de seu último disco, “The Clearing” ✨
— Moodgate ⚡️ (@Moodgate_) May 23, 2026
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Ellie Rowsell domina o palco com carisma e presença. Logo nos primeiros minutos, ela reafirma seu posto entre as frontwomen mais fortes do rock contemporâneo. Na sequência, How Can I Make It OK? e The Sofa entregaram um dos momentos mais emocionantes da apresentação. O público respondeu com aplausos intensos e forte comoção.
Com esse repertório e maturidade de palco, o Wolf Alice parece estar a um grande hit de romper qualquer bolha restante. A banda já demonstra tamanho para arenas ainda maiores e, sem exagero, parece pronta para assumir slots de headliner em festivais.



Lykke Li muda a atmosfera da noite
Cerca de 40 minutos depois, Lykke Li assumiu o palco e transformou completamente a energia da noite. Com um cenário minimalista, que sugeria algo em construção, a sueca abriu com Hard Rain e definiu imediatamente a proposta da apresentação: um mergulho lo-fi, contemplativo, etéreo e envolvente.
Enquanto promovia The Afterparty, seu trabalho mais recente, a artista passeou por diferentes fases da carreira em um set de 17 músicas.



Aos poucos, o público entrou na atmosfera do show e acompanhou boa parte do repertório. Entre os destaques, No Rest for the Wicked, Happy Now e Get Some elevaram a intensidade antes do bis.
Então veio a grande surpresa da noite. Lykke Li retornou ao palco falando um português impecável e presenteou os cariocas com uma delicada versão de Sozinho, clássico de Peninha eternizado por Caetano Veloso.
A reação foi imediata. O público cantou junto em coro forte e transformou o momento em um dos mais especiais da noite.
Logo depois, Sadness Is a Blessing manteve a carga emocional alta. Por fim, I Follow Rivers encerrou a apresentação no ponto mais alto possível.
O mega hit I FOLLOW RIVERS que já acompanhou todos nós em viagens e momentos da vida 🔥
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O saldo foi extremamente positivo. Em uma cidade que constantemente pede mais espaço para shows desse recorte, noites como essa reforçam o quanto o público carioca ainda deseja experiências indie desse porte com mais frequência.


