C6 Fest 2026 encerra com Robert Plant, Lykke Li e shows marcantes no Ibirapuera

Robert Plant se apresenta com o Saving Grace durante show no C6 Fest 2026 em São Paulo
Robert Plant encerra C6 Fest 2026 com show emocionante

Depois de um primeiro dia marcado pela chuva, o segundo dia do C6 Fest apresentou um cenário completamente diferente no Parque Ibirapuera. Desta vez, o céu aberto e o clima agradável ajudaram a criar uma atmosfera mais leve.

Além disso, o festival reuniu um público diverso, formado por diferentes gerações e tribos musicais, refletindo a pluralidade da programação. Entre indie pop, folk, eletrônico e rock clássico, o domingo reforçou a identidade do evento como um espaço de encontros improváveis guiados pela música.

Magdalena Bay estreia no Brasil com show hipnótico

A aguardada estreia do Magdalena Bay no Brasil aconteceu diante de fãs completamente entregues. Há anos pedidos pelo público brasileiro, Mica Tenenbaum e Matthew Lewin encontraram admiradores na grade com o rosto pintado de azul, incorporando a estética futurista da dupla.

No palco, o duo entregou um show vibrante e hipnótico. Além dos visuais psicodélicos, os figurinos conceituais ajudaram a expandir a identidade do projeto. Como resultado, a apresentação transformou o palco em um universo próprio e mergulhou o público nessa proposta estética.

Oklou conquista a tenda MetLife

Na tenda MetLife, Oklou protagonizou um dos momentos mais especiais do festival. Em uma apresentação delicada, íntima e envolvente, a artista conquistou tanto fãs antigos quanto quem estava conhecendo seu trabalho pela primeira vez.

Além da performance musical, a conexão com o público foi um diferencial. Simpática e emocionada com a recepção, a cantora interagiu em português e construiu uma aproximação imediata com a plateia.

Ao longo do show, alternou momentos contemplativos com passagens mais dançantes. Dessa forma, manteve a tenda completamente envolvida e deixou a sensação de que novos fãs nasceram ali.

Beirut entrega contemplação e clássico em coro

No início da noite, Beirut trouxe uma atmosfera mais introspectiva ao festival. Com arranjos sofisticados e uma instrumentação rica, a banda entregou um show contemplativo, alinhado ao clima daquele momento no Ibirapuera.

Inicialmente, o público acompanhou de forma mais contida. No entanto, esse cenário mudou assim que os primeiros acordes de Elephant Gun ecoaram pelo parque. Imediatamente, a plateia respondeu em coro, criando um dos momentos mais marcantes da apresentação.

Lykke Li transforma a tenda em pista pulsante

Encerrando a programação da tenda MetLife, Lykke Li entregou um espetáculo magnético. Cercada por fumaça, iluminação baixa e uma atmosfera misteriosa, a cantora subiu ao palco diante de uma tenda lotada.

Durante o show, o público cantou cada faixa da setlist. Em momentos mais íntimos, como Possibilities, a conexão era quase silenciosa. Por outro lado, em I Follow Rivers, a energia explodiu e transformou a tenda em uma pista pulsante.

Como surpresa, Lykke Li ainda emocionou os brasileiros ao cantar, em português, um trecho de Sozinho, clássico de Caetano Veloso.

Robert Plant fecha a noite em tom histórico

No encerramento do palco principal, Robert Plant entregou um dos momentos mais emblemáticos do festival. Aos 77 anos, o lendário vocalista subiu ao palco acompanhado do projeto Saving Grace e apresentou uma faceta mais folk, blues e contemplativa.

Foto: Vinícius Sátiro (Moodgate)

Embora distante da grandiosidade tradicional do Led Zeppelin, o impacto permaneceu intacto. Harmonias delicadas e interpretações carregadas de emoção mantiveram o público hipnotizado.

Pouco antes do encerramento, uma fã invadiu o palco tentando abraçar o cantor. Entretanto, a segurança agiu rapidamente e conteve a situação.

Ainda assim, nada desviou a atenção do espetáculo. Ao revisitar clássicos ligados à sua trajetória, Robert Plant levou a plateia à euforia e encerrou a noite com Rock and Roll, fechando o C6 Fest em tom histórico.