Paul McCartney voltou a comentar sua participação em Hackney Diamonds, álbum lançado pelos Rolling Stones em 2023. Em entrevista à NME, o ex-Beatle descreveu a experiência de gravar com a banda como algo natural, mas também carregado de significado.
Uma colaboração marcada pela amizade
Responsável pelo baixo na faixa Bite My Head Off, McCartney destacou a relação construída entre os integrantes dos dois grupos ao longo das últimas décadas. Além disso, afirmou que o clima durante as gravações foi bastante descontraído.
“É ótimo chegar ao estúdio e simplesmente perguntar: ‘Onde vocês querem que eu toque?'”, comentou o músico.
Ainda que a amizade entre os artistas seja antiga, o momento despertou certa admiração em McCartney. Afinal, Beatles e Rolling Stones ficaram marcados como os dois maiores nomes da invasão britânica dos anos 1960 e, durante muito tempo, alimentaram uma rivalidade que atravessou gerações de fãs.
“Você começa a tocar, eles mostram a música e, de repente, eu penso: ‘Estou tocando com os Stones!’. Olhava para um lado e estava o Mick Jagger. Depois via o Keith Richards e o Ronnie Wood. Foi emocionante. Foi realmente ótimo”, relembrou.
O desafio de tocar com os Stones
O músico também brincou sobre sua participação na sessão e destacou que, apesar da importância do momento, sua missão era relativamente simples.
“A melhor parte é que tudo o que eu precisava fazer era tocar baixo e não cometer erros. Então foi tranquilo.”
No entanto, a experiência foi além da gravação da faixa. Segundo McCartney, acompanhar os Rolling Stones trabalhando em estúdio foi tão interessante quanto participar da música.
Bastidores do processo criativo
Além da gravação em si, McCartney contou que ficou impressionado ao observar o processo criativo da banda. Dessa forma, pôde acompanhar de perto como cada integrante contribuiu para a construção da canção.
“Eu conseguia ouvir o Keith trabalhando no riff durante várias tomadas até chegar à versão final. Enquanto isso, o Ronnie refinava o solo e o Mick moldava os vocais. Foi incrível assistir a tudo isso acontecendo.”
Por fim, o músico admitiu ter saído do estúdio empolgado com a experiência e com a oportunidade de colaborar com uma das bandas mais importantes da história do rock.
“Voltei para casa naquele dia dizendo para todo mundo: ‘Acabei de tocar com os Stones!'”


