Poucas músicas atravessaram tantas gerações quanto “Hallelujah”, de Leonard Cohen. Lançada em 1984 no álbum Various Positions, a faixa não fez sucesso imediato, mas acabou se tornando uma das composições mais influentes da música contemporânea. Atualmente, já recebeu mais de 200 regravações e marcou presença em filmes, séries e inúmeros momentos históricos da cultura pop.
A história da canção, porém, começou muito antes de seu reconhecimento mundial. Leonard Cohen passou cerca de cinco anos escrevendo “Hallelujah”, produzindo mais de 80 versos antes de definir a versão definitiva. O resultado mistura referências bíblicas, como as histórias de Davi, Sansão e Bate-Seba, com reflexões sobre amor, desejo, perda, espiritualidade e dúvidas humanas.
Embora tenha sido lançada em 1984, a música começou a ganhar projeção alguns anos depois. Em 1991, o galês John Cale gravou sua própria versão, que abriu caminho para a interpretação de Jeff Buckley, lançada em 1994. A releitura do cantor norte-americano se tornou uma das mais conhecidas e ajudou a transformar a composição de Cohen em um verdadeiro clássico.
Mesmo vendo sua música ser utilizada com frequência em diferentes contextos, Leonard Cohen nunca escondeu o orgulho do caminho que “Hallelujah” percorreu. O artista reconhecia que a canção havia adquirido vida própria e apreciava a forma como diferentes intérpretes encontravam novos significados para sua obra.
Quatro décadas após seu lançamento, “Hallelujah” segue emocionando públicos ao redor do mundo. Seja na voz de Leonard Cohen, Jeff Buckley ou de tantos outros artistas, a música permanece como uma poderosa reflexão sobre fé, fragilidade, amor e redenção.


