Dolly Parton, uma das artistas mais importantes da história da música country, morreu aos 80 anos. Dona de clássicos como Jolene e I Will Always Love You, a cantora e compositora construiu uma carreira que atravessou décadas e influenciou diferentes gerações de artistas.
Nos últimos meses, Parton vinha falando publicamente sobre problemas de saúde e chegou a cancelar uma série de apresentações que faria em Las Vegas. Pelas redes sociais, a cantora contou aos fãs que estava em tratamento e respondendo positivamente, mas que ainda não tinha condições de lidar com as exigências físicas dos palcos.
A notícia de sua morte foi divulgada em um vídeo publicado no perfil oficial da artista no Instagram. Na gravação, um sobrinho de Parton, que também integrava sua equipe de segurança, comunicou a morte e afirmou que a forma como a notícia seria compartilhada havia sido um desejo manifestado pela própria cantora.
Ao falar sobre a importância da tia, ele destacou não apenas o impacto de Parton sobre sua família, mas também sobre diferentes gerações de músicos, compositores e artistas ao redor do mundo.
“Dolly abriu portas não só para mim, mas para toda a sua família, permitindo-nos alcançar um potencial que nem sequer sabíamos que era possível.”
O sobrinho também ressaltou o papel da cantora na abertura de caminhos para outras mulheres dentro da indústria musical. Ao longo de sua trajetória, Dolly Parton conquistou espaço em um cenário historicamente dominado por homens e transformou sua própria experiência em referência para quem veio depois.
“Ela nunca viu uma porta que não pudesse abrir, e as portas que ela abriu fizeram história e a transformaram.”
Segundo ele, Parton também havia deixado orientações sobre como gostaria de descansar após a morte. O pedido foi lembrado com uma referência bem-humorada aos figurinos extravagantes que fizeram parte de sua imagem durante décadas: depois de uma vida usando vestidos pesados e repletos de joias, queria finalmente conforto e descanso.
Uma carreira que ultrapassou o country
Nascida em 1946, no Tennessee, Dolly Parton se tornou uma das vozes mais reconhecíveis da música americana. Embora sua história esteja diretamente ligada ao country, sua influência ultrapassou as fronteiras do gênero e chegou ao pop, rock e R&B.

Como compositora, criou músicas que ganharam novas vidas nas vozes de outros artistas. O maior exemplo é I Will Always Love You, lançada originalmente por Parton em 1974 e transformada em um fenômeno mundial por Whitney Houston quase duas décadas depois.
Já Jolene, também de 1974, atravessou gerações e se consolidou como uma das composições mais conhecidas de seu repertório, recebendo inúmeras releituras ao longo dos anos.
Parton também construiu uma trajetória no cinema e se tornou uma figura importante da cultura popular americana. Ao longo da carreira, vendeu mais de 100 milhões de discos em todo o mundo e recebeu algumas das principais honrarias da indústria musical.
Mais do que os números, porém, seu legado está na capacidade de atravessar épocas sem perder a própria identidade. Dolly Parton fez do country seu ponto de partida, mas construiu uma obra grande demais para caber dentro de um único gênero.
Aos 80 anos, deixa uma discografia que ajudou a contar parte da história da música americana e uma influência que seguirá presente muito depois de sua despedida.


