O Monsters of Rock volta a São Paulo no dia 4 de abril, ocupando novamente o Allianz Parque para a nona edição do festival no Brasil. Criado originalmente na Inglaterra e trazido ao país em 1994, o evento marcou história ao reunir, já na estreia brasileira, nomes como Kiss, Black Sabbath e Slayer. Além de inaugurar o conceito de grandes festivais temáticos de rock por aqui, o evento acontece em mais de 10 países, permeando entre Europa e América do Sul e do Norte.
Desde então, o festival se consolidou como um dos encontros mais emblemáticos entre lendas do rock e novas gerações do gênero. E para preparar o terreno para mais uma edição, a Moodgate te mostra quais são as atrações deste ano e uma curiosidade sobre cada uma delas.
Guns N’ Roses
Um dos headliners mais esperados, o Guns N’ Roses chega ao festival reafirmando seu status de clássico gigante e do rock, mesmo após uma passagem pelo Brasil no final do ano passado. Não deu nem para sentir saudade.
Curiosidade: Antes de se tornar um dos maiores clássicos do rock, o álbum Appetite for Destruction (1987) enfrentou uma recepção inicial tímida e só explodiu depois que o clipe de Welcome to the Jungle começou a rodar intensamente na TV, impulsionando um disco que hoje soma mais de 30 milhões de cópias vendidas no mundo.
Lynyrd Skynyrd
Ícone máximo norte-americano de southern rock, o Lynyrd Skynyrd é conhecido por suas guitarras triplas e por clássicos eternos como Free Bird e Sweet Home Alabama.
Curiosidade: a formação atual não possui mais integrantes originais, mas mantém vivo o legado iniciado na década de 1970. Após o trágico acidente aéreo de 1977 que matou o vocalista Ronnie Van Zant, o guitarrista Steve Gaines e a backing vocal Cassie Gaines, a banda encerrou suas atividades por quase uma década.
O retorno aconteceu em 1987, quando o grupo retomou a estrada com Johnny Van Zant, irmão de Ronnie, assumindo os vocais, posição que ele ocupa até hoje, ajudando a manter vivo o legado do Lynyrd Skynyrd nos palcos.
Extreme
A banda de Nuno Bettencourt, um dos maiores virtuoses da guitarra moderna, retorna ao Brasil com seu hard rock técnico e cheio de personalidade. Apesar de serem mundialmente conhecidos pela balada acústica More Than Words, o Extreme é, de forma excêntrica, uma força do funk-metal e do hard rock com um toque sofisticado.
O retorno da banda ganhou um novo fôlego com o lançamento do álbum SIX (2023), em que o solo da música Rise viralizou, reafirmando Nuno como um dos guitarristas mais influentes da atualidade.
Curiosidade: Bettencourt ganhou forte destaque global após liderar as guitarras do projeto solo da Rihanna.
Halestorm
Um dos nomes mais energéticos do rock contemporâneo, o Halestorm é conhecido pela potência vocal de Lzzy Hale e pelo som que une hard rock, peso moderno e muita presença de palco. Além disso, a banda é, de certa forma, “de família”, já que Lzzy divide o palco com seu irmão, o baterista Arejay Hale, desde a adolescência. Suas apresentações são marcadas por solos de bateria acrobáticos e uma intensidade que raramente deixa o público parado.
Curiosidade: Halestorm venceu o Grammy de Melhor Performance de Hard Rock/Metal em 2013, por Love Bites (So Do It), sendo a primeira banda liderada por uma mulher a conquistar essa categoria.
Yngwie Malmsteen
Considerado o maior ícone do metal neoclássico, Yngwie Malmsteen retorna ao Monsters exibindo sua combinação inconfundível de velocidade e virtuosismo. Inspirado por Paganini e Bach, o sueco revolucionou a guitarra elétrica nos anos 1980 ao fundir escalas clássicas com a distorção do heavy metal. Malmsteen é conhecido por suas icônicas guitarras Fender Stratocaster com a escala “escalopada” (sulcada), o que permite um controle de vibrato e velocidade que se tornou sua marca registrada
Curiosidade: Malmsteen é tão rápido que já foi medido tocando mais de 18 notas por segundo em performances ao vivo.
Dirty Honey
A banda californiana é uma das grandes revelações da última década, trazendo um hard rock moderno que ganhou força no final dos anos 2010. Dona do hit When I’m Gone e com um som que bebe diretamente da fonte de gigantes como Led Zeppelin e Aerosmith, o quarteto liderado pelo vocalista Marc LaBelle aposta em riffs de guitarra viscerais e um groove que muitos acreditavam estar em falta no rock atual.
Curiosidade: o Dirty Honey foi a primeira banda sem gravadora a atingir o topo da parada Mainstream Rock da Billboard, abrindo caminho para o rock independente no mainstream.
Jayler
Sensação britânica do hard rock atual, Jayler surgiu em 2022 chamando atenção pela sonoridade inspirada em Led Zeppelin. Embora as comparações com o Zeppelin sejam inevitáveis, a banda demonstra uma maturidade técnica que vai muito além do tributo.
Ela consegue equilibrar o misticismo do rock setentista com uma energia crua e contemporânea, o que a rendeu elogios de veteranos da indústria e uma base de fãs extremamente engajada. Formada por músicos ainda muito jovens, a banda rapidamente saiu das redes sociais para os palcos de grandes festivais no Reino Unido.
Curiosidade: o vocalista da banda, James Bartholomew, viralizou nas redes sociais devido à semelhança física e vocal com Robert Plant, o que impulsionou o crescimento acelerado do grupo.

Por que esta edição do Monsters of Rock tem tudo o que precisa para ser marcante?
A reunião de lendas de diferentes décadas, dos anos 1970 ao surgimento de talentos de 2022, faz de 2026 uma edição que celebra passado, presente e futuro do rock, visto que o clássico se mostra cada vez mais forte nos dias naturais e se mostra cada vez mais crescente. A curadoria reforça a tradição do Monsters of Rock em reunir nomes históricos e revelar ao público bandas que carregam a chama do gênero para diversas gerações.
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