O LANDMVRKS sempre provou ter uma fonte de calor natural nos estúdios, e isso ganha ainda mais potência nos palcos. Em sua passagem na América Latina pela primeira vez, com show único em São Paulo, eles revitalizaram esse sentimento junto a do público brasileiro, que ansiava por essa vinda antes mesmo do lançamento do último álbum, o The Darkest Place I’ve Ever Been (2025).
Muitas bandas de metalcore pisaram no Carioca Club e transformaram o espaço em puro caos por algumas horas, e com o LANDMVRKS não foi diferente. Logo de início, ficou claro que a energia impetuosa fluiria dos dois lados. Afinal, sendo aquela a primeira e única dose em solo brasileiro, ninguém podia se dar ao luxo de hesitar.



A noite perdurou entre os três últimos álbuns da banda, o Fantasy (2018), o Lost in the Waves (2021) e o mais recente, o The Darkest Place I’ve Ever Been (2025). Em meio a isso, todas as músicas tornaram o ambiente caótico: com moshs e crowd surfings a todo o momento, sem tempo para descanso.
A abertura com Creature, do novo álbum, trouxe o hip-hop francês e um gutural cadenciados com sintetizadores, riffs e batidas agitadas até chegar no refrão melódico que tirou coros sem esforços, já movimentando a plateia de maneira brusca.
Sulfur, também do último álbum, dividiu a plateia no meio, deixando os dois lados dela nos cantos do Carioca Club para dar espaço à uma grande roda. O que já estava pegando fogo, se incendiou ainda mais com um mar de gente em um mosh que ia do palco até o final da plateia.
ISSO É LANDMVRKS NO BRASIL! 🇧🇷
— Moodgate ⚡️ (@Moodgate_) September 21, 2026
Lost in a Wave ao vivo é o verdadeiro ápice do show, ver todo mundo cantando e pulando junto é indescritível 🌊 pic.twitter.com/SEMjqFKhne
La Valse Du Temps, também do novo álbum, ao vivo foi quase uma experiência transcendental, fazendo jus ao seu nome e ao seu significado, que retrata a existência como um movimento contínuo. A faixa possui um contraste entre a suavidade vocal do francês e o instrumental acirrado que mostra o metalcore em sua forma mais melódica. Com a iluminação em cima de Florent, o tempo parou por alguns minutos, com a pista tendo total atenção à energia que preencheu o ambiente.
A tensão e o contraste do hit Lost in a Wave são inconfundíveis. A faixa transmite uma angústia constritiva com riffs estridentes e, ao vivo, a sensação se mostrou ainda mais explosiva, com breakdowns agressivos e a voz versátil de Florent ditando a regra. Esse momento elevou a plateia, com moshs, coros (I’M LOST IN A WAVE) e movimentos incansáveis até o último minuto da música.
Chegando no fim, The Darkest Place I’ve Ever Been, faixa título do novo álbum, trouxe peso e agitação em meio a versos melódicos, recarregando a energia do público em meio a coros e pulos agitados. Em seguida, Self-Made Black Hole coroou o setlist de peso que o LANDMVRKS trouxe para a América Latina, com Florent descendo e cantando de cara para o público.



O “apagar das luzes” veio acompanhado de muita gratidão: Florent, Nicolas, Paul, Rudy e Kévin celebraram a conexão com os fãs brasileiros agradecendo pela espera de anos e reforçando o quanto estavam felizes em estar ali. Além disso, eles fizeram elogios à banda de abertura AXTY e distribuíram palhetas, baquetas e setlists para a plateia em meio à euforia.
O portal LANDMVRKS Brasil mostrou a reciprocidade desse carinho com um projeto: uma bandeira personalizada e assinada pelo fandom, que foi entregue durante a apresentação, integrando diretamente o cenário do show.
Por isso e, também, por toda a energia do início ao fim do show, não há dúvidas de que a espera valeu cada segundo. Assim, o LANDMVRKS estreou no Brasil com uma energia além dos limites, testando o público que, sem precedentes, respondeu de forma mútua, extravasando com movimentos obstinados e cantando em coros que ecoaram pelo Carioca Club.


