Uma fonte próxima a Mick Jagger negou que o vocalista dos Rolling Stones tenha aprovado o uso de Gimme Shelter no documentário Melania, produzido pela Amazon. A declaração contradiz falas recentes do produtor Marc Beckman, que afirmou à Variety que Jagger teria “dado sua bênção” para a inclusão da faixa.
Direitos autorais e papel da ABKCO
De acordo com a NME, um porta-voz da banda esclareceu que os Rolling Stones não mantiveram contato direto com Beckman sobre o licenciamento da música. Além disso, o representante explicou que qualquer acordo ocorreu exclusivamente entre os produtores do filme e a ABKCO, empresa que detém os direitos das gravações do grupo lançadas antes de 1971.
Portanto, a banda não participou diretamente da negociação envolvendo a faixa.
A controvérsia
O documentário acompanha Melania Trump nos 20 dias que antecedem a posse de Donald Trump, em janeiro de 2025. Logo na abertura, imagens em Mar-a-Lago aparecem ao som de Gimme Shelter.
Beckman defendeu a escolha e declarou que a decisão “não teve motivação política”. Segundo ele, os Stones teriam considerado o projeto “um filme interessante”. No entanto, a versão apresentada por fontes próximas a Jagger indica que o cantor não teria demonstrado entusiasmo com a associação.
Histórico de rejeições
O episódio ganha ainda mais repercussão porque a banda já proibiu o uso de suas músicas em eventos ligados a Donald Trump no passado. Além disso, artistas como Foo Fighters, ABBA, Adele, Neil Young, Bruce Springsteen, Queen, R.E.M., Jack White e Celine Dion também barraram o uso de suas canções em campanhas do ex-presidente.
Assim, o caso reacende o debate sobre o controle artístico e o uso político de obras musicais.
Números questionados
Globalmente, o documentário Melania arrecadou US$ 9,5 milhões, apesar de ter custado cerca de US$ 40 milhões. Esses números levantaram dúvidas em veículos como o The Daily Beast, que sugeriu possível manipulação de bilheteria.


