O debate sobre a morte do rock acompanha o gênero há décadas. Mesmo assim, Tom Morello nunca concordou com essa ideia. Para o guitarrista do Rage Against the Machine, o Jane’s Addiction teve um papel decisivo para manter o hard rock relevante e abrir caminho para uma nova geração de bandas.
Em entrevista à revista Spin, Morello afirmou que o grupo liderado por Perry Farrell “salvou e redimiu o hard rock” com Nothing’s Shocking, álbum de estreia lançado em 1988.
“A banda abraçou sem reservas riffs de metal ousados, fundindo-os com arte underground e poesia de rua brilhante. Criou uma liga inédita de grandeza do rock and roll.”
Tom Morello destaca faixas de Nothing’s Shocking
Além do impacto geral do álbum, Morello destacou músicas que definem a identidade do Jane’s Addiction. Entre elas, ele citou Jane Says, Pigs in Zen e Mountain Song.
Segundo o guitarrista, a influência da santería presente no disco, a atmosfera de Jane Says, as referências a Jim Morrison em Pigs in Zen e a força de Mountain Song ajudaram a construir o espírito que, anos depois, daria origem ao Lollapalooza, festival criado por Perry Farrell.
“O melhor álbum de rock alternativo”
Morello também classificou Nothing’s Shocking como uma obra única dentro do gênero.
“Este álbum tem romance, misticismo e uma percepção profunda. Na minha humilde opinião, continua sendo o melhor álbum de rock alternativo de todos os tempos.”
Lançado em 1988, Nothing’s Shocking marcou o rock alternativo ao unir hard rock, metal, psicodelia e art rock. Desde então, o disco influenciou diferentes gerações de artistas e segue como uma das principais referências do gênero.


