O segundo dia de Lollapalooza 2026, que antes foi subestimado pelo público, mostrou intensidade, nostalgias e surpresas neste sábado (21) no Autódromo de Interlagos. Com o céu claro, o dia foi marcado por artistas de grande porte como Chappel Roan, Skrillex e Lewis Capaldi que comandaram a noite com seus hits e que elevaram o público ao êxtase. Entre outros destaques, artistas como Marina e The Warning reconhecidos pelas suas fases da carreira emblemáticas.
Foto em Grupo
Com uma revelação surpresa no line-up do festival, a banda FOTO EM GRUPO integrada por Ana Caetano (Anavitória), Pedro Calais (vocalista do Lagum), Zani (guitarrista do Lagum) e João Ferreira (vocalista da Daparte) é a junção desses grandes veteranos na música. Desde 2023, os integrantes faziam composições sem objetivo de serem lançadas. E recentemente, no final de 2025, o grupo lançou o álbum entitulado com 11 faixas.



Em um cenário onde tudo é novo, apenas o público representa a mistura de fãs de cada banda, que se encontram para prestigiar esse momento único: a estreia do grupo em um grande festival. Esse é um ponto que eles usam a seu favor ao montar a setlist, incluindo músicas de Anavitória e Lagum para criar conexão com os fãs presentes.
A apresentação carregou um forte teor de reverência à música brasileira, perceptível tanto nos detalhes das composições do álbum quanto na performance dos artistas.
MARINA
Sendo um dos shows mais aguardados, e não só dessa edição, a MARINA trouxe vivacidade encantando seu público que é devoto. A cada momento se relembrava os momentos do tumblr onde hits como “Primadonna” e “Bubblegum Bitch” eram hinos daquela boa época e, com os novos trabalhos, a boa essência se manteve com a artista.
ENTREGOU CUNT😍
— Moodgate ⚡️ (@Moodgate_) March 21, 2026
CUNTISSIMO direto do Lolla!!!#LollaBR #LOLLABR26pic.twitter.com/FOgZAZqftm
É unânime dizer que MARINA possui um dos melhores público pela paixão, conexão e por acompanharem toda a trajetória. Com o seu novo álbum Princess of Power, a sua performance comprova a sua participação no pop contemporâneo.
CUPID’S GIRL eleva o clima do #Lollapalooza ✨💜
— Moodgate ⚡️ (@Moodgate_) March 21, 2026
📹: @caiobandeirar #MarinaNoLollapalooza #LollaBR #Lollapalooza pic.twitter.com/VdsVaUy1cA
Uma apresentação que contempla o saudosismo de seus maiores hits da carreira seguidos da renovação em seus novos trabalhos que sustentam a sua relevância no cenário pop abrindo novos caminhos e conquistando reconhecimento em novos festivais.
Skrillex
Skrillex é um artista que, graças à maturidade artística e experiência de muitos anos de carreira, sempre mostra sua habilidade em extrair o melhor de si em toda performance ao vivo, que conjugam saudosismo com o vigor da modernidade. No Lollapalooza 2026 não poderia ser diferente: a apresentação foi memorável e eufórica para todos os presentes.
Da modernidade com LA NOCHE e FUZE, e seus clássicos, como KYOTO e Cinema, fizeram a noite de sábado um verdadeiro terremoto com o público imerso do início ao fim. Para os fãs, a vivência daquele momento não dá para ser transparecido para quem não esteve naquele “sonho”. A construção, não só da setlist, mas da pirotecnia e dos telões tornam a apresentação mais completa.
Grave brasileiro dominando tudo 🔊🇧🇷
— Moodgate ⚡️ (@Moodgate_) March 21, 2026
o Skrillex tá criando ao vivo e puxando direto o beat de funk… é pancadão🔥#LollaBr #LOLLABR26
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Para o público mais jovem, é comum que Skrillex seja subestimado para compor a escalação de headliners do festival. Seu show, entretanto, prova o porquê de estarem errados.
The Warning
Sob o sol pesado de Interlagos, com o festival ainda ganhando corpo, o The Warning entrou no palco Flying Fish sem rodeios. Direto, intenso e sem concessões, o trio mostrou desde o primeiro acorde que o punk, ou qualquer variação dele, nunca foi sobre fórmulas prontas, muito menos sobre limites impostos.



Depois de uma passagem recente pelo país ao lado do The Offspring, as irmãs Villarreal finalmente voltaram com um show próprio, e a sensação era de acerto de contas. S!CK, Satisfied e Qué Más Quiere abriram caminho com peso e precisão, incendiando uma plateia que crescia a cada música, já totalmente entregue à energia da banda.
Sob o sol de Interlagos, o The Warning fez um show direto, consistente e sem excesso.
— Moodgate ⚡️ (@Moodgate_) March 21, 2026
Mais do que um bom show, foi um passo firme dentro de um crescimento que já vem acontecendo há alguns anos.
📸: Amanda gaya para @Moodgate_ pic.twitter.com/O2MTGCs2LF
Mas o momento mais marcante vai além do impacto sonoro. Em meio ao set, o show ganha outra dimensão, mais simbólica. A banda cria um espaço que mistura tributo, tensão e pertencimento
Lewis Capaldi
Se houve um momento em que o festival parou para sentir, de verdade, esse momento foi com Lewis Capaldi. O escocês entregou um show baseado no que faz de melhor: interpretação, vulnerabilidade e uma voz que ocupa qualquer espaço, por maior que ele seja.



A abertura com Survive não foi por acaso. A música carrega o peso do retorno aos palcos e, ali, funcionou quase como um manifesto. A conexão com o público foi imediata, e a resposta veio em forma de uma ovação que já definiu o clima do restante da apresentação.
Sem precisar de grandes artifícios, Capaldi conduziu o show com naturalidade, deixando que as canções falassem por si. E elas falaram alto. Na reta final, Before You Go e Someone You Loved transformaram o parque em um coro coletivo, daqueles que não precisam ser ensaiados.
Um hino que destrói em segundos 🤏🥹
— Moodgate ⚡️ (@Moodgate_) March 21, 2026
“Someone You Loved” no LollaBr26#LollaBR #LOLLABR26
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Foi um daqueles momentos raros em festival: quando tudo desacelera e a emoção toma conta sem esforço. No fim, fica claro, às vezes, uma boa música e uma voz honesta são mais do que suficientes para preencher qualquer multidão.
Chappell Roan
O encerramento do sabado (21) do Lollapalooza Brasil 2026 ficou nas mãos de Chappell Roan e não poderia ter sido mais visual, teatral e marcante.
A artista surgiu no palco com um vestido de noiva extravagante para abrir com Super Graphic Ultra Modern Girl, dando o tom de um show que não se limita à música, mas se constrói como espetáculo completo. Pop, estética e performance caminham juntos o tempo todo.
O cenário reforçava essa proposta: um universo que flerta com contos de fadas, mas com uma releitura moderna, exagerada e provocativa. Ao longo do set, faixas como Femininomenon, After Midnight e Casual foram desenhando essa narrativa, equilibrando drama visual e energia pop.
Chappell Roan cantando “The Subway” agora no Lollapalooza Brasil.
— Moodgate ⚡️ (@Moodgate_) March 22, 2026
Uma das performances mais marcantes do
#LollaBrasil 🇧🇷
📹@ubuntumari pic.twitter.com/RVnmuHMFAa
Mas foi com HOT TO GO! que tudo explodiu. A coreografia tomou conta da plateia, com milhares de pessoas reproduzindo cada movimento em sincronia, transformando o momento em um dos mais vibrantes de todo o festival.
No fim, Chappell Roan não só encerrou o Lollapalooza, ela transformou o palco em um verdadeiro espetáculo pop, daqueles que ficam na memória.
Can you play a song with a fucking beat?
— Moodgate ⚡️ (@Moodgate_) March 22, 2026
Chappell Roan performando ‘Femininomenon’ no Lollapalooza Brasil#LollaBR #LOLLABR26
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