A apresentação de Lorde foi um daqueles momentos em que o festival desacelera, não por falta de energia, mas porque todo mundo para pra sentir. Diante de uma multidão no Autódromo de Interlagos, a neozelandesa entregou um show que equilibra emoção, proximidade e um repertório que atravessa todas as fases da sua carreira.
A abertura com Hammer já indicava o tom, mas foi quando os primeiros acordes de Royals surgiram, mesmo em versão reduzida, que a conexão ficou evidente. A plateia assumiu a música, cantando cada verso como se fosse parte do próprio show.
Ao longo da apresentação, Lorde costurou diferentes momentos da discografia com naturalidade. Buzzcut Season, Perfect Places e Team mantiveram o público sempre presente, enquanto Supercut e The Louvre reforçaram o peso de Melodrama como um dos álbuns mais marcantes do pop recente.
O ponto mais íntimo veio com Liability. O silêncio e o mar de lanternas, que tomou conta do lugar foi quase absoluto, daqueles raros em festival, com milhares de pessoas completamente imersas em cada palavra.
Autódromo de Interlagos iluminado para uma performance emocionante de “Liability”, da Lorde! #LollaBR pic.twitter.com/gkmWXkVy0U
— Lorde Brasil 🧬⛓️ (@LordeBrasil) March 23, 2026
Na reta final, a energia voltou a crescer. Durante What Was That, Lorde desceu do palco e se aproximou das primeiras filas, estreitando ainda mais a conexão. O ápice veio com Green Light, quando o coro coletivo transformou o encerramento em uma verdadeira catarse pop.
QUE SHOW INCRÍVEEEEEL!!!! pic.twitter.com/NQSFCxPbfU
— Lorde Brasil 🧬⛓️ (@LordeBrasil) March 23, 2026
Com um set que também passou por Man of the Year, If She Could See Me Now, David e o clássico Ribs, Lorde entregou uma das apresentações mais emocionais e completas do Lollapalooza Brasil 2026.


