Idealizado pela 30e, o festival I Wanna Be Tour teve sua primeira edição neste sábado (02), com muita nostalgia e espetáculos memoráveis, no Allianz Parque, em São Paulo. O festival ainda vai passar por mais quatro cidades, com 12 atrações em sua line-up.
A line-up é composta por artistas internacionais – Simple Plan, A Day To Remember, The All American Rejects, All Time Low, The Used, *?Asking Alexandria, Boys Like Girls, Mayday Parade e Plain White T’s – e nacionais – Fresno, Pitty e Nx Zero.
A edição irá desembarcar, também, em Curitiba (03/03), Recife (06/03), Rio de Janeiro (09/03) e Belo Horizonte (10/03).
Abaixo, a Moodgate te conta tudo para você ficar por dentro de como foi o I Wanna Be Tour em São Paulo. Confira:
Nostalgia, coros, versatilidade e muita emoção
Para a abertura, a banda porto-alegrense Fresno deu largada ao IWBT, em meio a uma manhã ensolarada e quente, às 11h. O trio passou por sua discografia, tocando desde as mais antigas, como Quebre As Correntes, e indo até canções como Casa Assombrada, do último disco do grupo, Vou Ter Que Me Virar. E ainda sobre lançamentos recentes, a banda tocou Eu Nunca Fui Embora, seu último single, onde os fãs fizeram uma surpresa com balões com o nome e a cor da capa da música. Foi mágico, tanto para os integrantes quanto para os fãs.
Plain White T’s se apresentou seguidamente, no palco ao lado — no IWBT há dois palcos, o It’s Not a Phase e o It’s a Lifestyle, os dois intercalam shows durante o evento. A banda tocou diversos hits nostálgicos, incluindo Hey There Delilah, canção que teve participação da cantora Day Limns ao vivo. Nessa hora, o coro foi notável e muito bonito.
Mayday Parade, da Flórida, entregou gritos, alta performance e hits. Jersey, Stay e Jamie All Over deixaram o público em êxtase. Foi um show avassalador.
Pitty fez seu show em comemoração ao disco Adorável Chip Novo, numa homenagem aos seus 20 anos. Para a setlist, a cantora adicionou a música I Wanna Be, em referência ao festival. Foi uma ótima carta na manga, com o público cantando bastante. Na hora de seus hits, a atenção se voltava toda para a cantora. Havia muitas pessoas pulando e gritando ao som de Me Adora. Equilize e Na Sua Estante trouxeram uma bagagem emocional para a plateia, instaurando uma sensação de nostalgia no Allianz Parque.
Boys Like Girls trouxe um show mais calmo em relação aos outros, mas ainda sim entregou sua identidade para a plateia. Seus álbuns, Love Drunk e o autointulado, foram destaque e levaram ao público para antes de 2010. E sim, bem junto da época que a MTV Hits bombava e o emo também. Impossível não lembrar disso durante o show deles e de qualquer um outro.
Asking Alexandria trouxe o show mais pesado do IWBT São Paulo. Com muitos moshpits e screamos do vocalista Danny Worsnop, ninguém ficou parado. Era uma energia sem fim em volta dos discos da banda britânica. O show foi agressivo, enérgico e robusto, e certamente elevou o festival nesse aspecto.
The Used, de Utah, animou ainda mais o público com sua pegada teen e vasta discografia. Além do mais, o vocalista Lucas Silveira, da Fresno, entrou para tocar com a banda e, para deixar tudo mais intenso, eles fizeram um cover de Smells Like Teen Spirit e cantaram Box full Of Sharp. Inesperado e impactante.
E enfim, chegamos a All Time Low, banda de Maryland bastante influente na cena emo atual. Com hits e featurings com artistas como Avril Lavigne, Demi Lovato e Blackbear, o grupo trouxe mais do teen que todos queriam. O quarteto interagiu muito com a plateia e deixou claro seu amor pelo Brasil. Ademais, faixas como Monster e Dear Maria, Count Me In alastraram coros memoráveis pelo Allianz.
The All-American Rejects trouxe mais nostalgia do que a que já se pairava pelo estádio. De Oklahoma, a banda volta para os anos 2002 e correlatos para explorar sua discografia. Faixas como Sweat, More Along e Gives You Hell contagiaram o público com facilidade de fazê-lo dançar.
Após os estadunidenses, Nx Zero entrou no palco It’s a Lifestyle. O que já havia sido visto na Turnê Cedo Ou Tarde teve a mesma intensidade aqui, ou se não, até um pouco maior, visto que a banda foi uma das últimas a se apresentar, sendo a única nacional a ganhar esse espaço. Isso só mostra a influência do grupo ainda hoje. No show deles, foi onde mais se pode ouvir a voz do público, onde mais se voltou no tempo e onde mais se viu pulos e se ouviu cantorias. Foi emocionante e intenso.
A Day To Remember trouxe screamos, emo, eletrônica, efeitos de palco e luzes chamativas logo depois. A banda, da Flórida, trouxe peso e elegância em sua performance. O vocalista Jeremy McKinnon tem uma presença surreal diante a plateia e equilibra sua voz com tons mais graves. A setlist da banda foi versátil, indo de discos mais antigos até os mais novos, que são diferentes em questão de sonoridade, mas enérgicos quanto. A pitada de eletrônica que a banda trouxe consigo deixou o show ainda mais dançante e eufórico, foi um ótimo complemento.
Simple Plan fechou a primeira data do I Wanna Be Tour com chave de ouro. Com diversas interações com a plateia, participações especiais, covers e a famosa performance de What’s New Scooby Doo?, que contou com danças e fantasias, a banda tirou o público do chão incontáveis vezes. Além disso, o quarteto canadense não deixou os hits nostálgicos de fora, o que emocionou toda a plateia. Welcome to My Life, Summer Paradise, Crazy, Perfect e I’m Just Kid* foram apenas algumas das canções que detiveram gritos e altos coros da plateia.
E não acabou, Simple Plan e todo o line-up do festival tem mais quatro shows marcados pelo Brasil. Isso foi só o começo do que está por vir nessa passagem das bandas pelo país. Nostalgia, moshpits, coros e muita emoção ainda vão rolar. E, ah, com certeza it’s not a phase, it’s a lifestyle. O emo segue vivíssimo.


