Ninguém tinha se dado conta disso antes do show, mas o Rio de Janeiro precisava de uma noite assim. Num Sacadura 154 abarrotado, Mac DeMarco iniciou a turnê brasileira celebrando seu último álbum, Guitar. E, desde cedo, já era palpável que aquela noite seria diferente.
A começar pela faixa etária do público. Apesar de estar na estrada há quase 15 anos, Mac atraiu uma audiência muito jovem. A maioria das pessoas ali parecia ter, no máximo, uns 25 anos. Fenômeno que pode ser explicado pela viralização de suas músicas em plataformas como o TikTok. Toda a vibração, histeria e entrega desse público fez com que a temperatura do show não caísse.



Mac basicamente percorreu quase toda a sua discografia em um setlist de 22 músicas. A sequência inicial com Shinning, For the First Time, Sweeter e On the Level foi ensurdecedora e DeMarco se alimentou disso.
Visivelmente feliz com a recepção, ele interagiu bastante com o público. Ao mencionar que era seu aniversário, uma bolsa foi arremessada no palco. Alguém da plateia o presenteou com o vinil Rita Lee, homônimo de 1980 da nossa rainha.
O sentimentalismo de Mac DeMarco toma conta do Rio de Janeiro ⚡️🥹
— Moodgate ⚡️ (@Moodgate_) April 4, 2026
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Foram 1h20 de show, mas que soaram como 20 minutos. A sinergia entre palco e público fez com que o tempo passasse, infelizmente, muito rápido.
A sequência final, já bastante celebrada, contou com My Kind of Woman, o mega hit Chamber of Reflection e o bis Nobody. Todas cantadas em uníssono.
Há muito não se via uma noite de celebração indie no Rio de Janeiro, e a sensação que ficou é que os cariocas merecem mais shows assim.


