Nem toda música agrada aos artistas que admiramos. No caso de Ozzy Osbourne, uma faixa em especial ocupava um lugar pouco invejável em sua lista pessoal: Hi Ho Silver Lining, sucesso gravado por Jeff Beck em 1967.
A opinião do vocalista chamou atenção porque Ozzy era um grande admirador dos Beatles e de John Lennon, artistas conhecidos justamente pela força de suas composições. Por isso, ele sempre prestou atenção especial às letras das músicas que ouvia.
A versão que nunca foi lançada
Anos depois do lançamento original, Ozzy chegou a gravar sua própria versão de Hi Ho Silver Lining para Under Cover, álbum de covers lançado em 2005.
No entanto, a gravação acabou ficando de fora da edição final do disco. Em entrevista à Far Out, o cantor revelou que a decisão aconteceu após reconsiderar a letra da música, que ele considerava fraca demais para entrar no projeto.
Uma letra feita para ser absurda
Curiosamente, a simplicidade da canção não era um acidente.
Embora tenha sido eternizada por Jeff Beck, Hi Ho Silver Lining foi escrita por Scott English e Larry Weiss. Segundo relatos sobre o processo criativo da faixa, os compositores tinham consciência do caráter quase nonsense da letra.
O escritor Bob Stanley chegou a afirmar que Scott English tentou criar algo deliberadamente absurdo e sem grandes significados, o que acabou se tornando parte da identidade da música.
Mesmo assim, a faixa se transformou em um dos maiores sucessos ligados à carreira de Jeff Beck.
A música mais assustadora da história, segundo Ozzy
Se Hi Ho Silver Lining estava longe de agradá-lo, existe uma composição que Ozzy sempre colocou no extremo oposto.
Em entrevista à NME, o vocalista definiu Black Sabbath como “a música mais assustadora já escrita”. A faixa abre o álbum de estreia homônimo da banda, lançado em 1970, e ajudou a estabelecer as bases do heavy metal.
Ozzy relembrou que a reação do público durante os primeiros shows era imediata. Muitas pessoas acreditavam que os integrantes tinham alguma ligação com forças ocultas, algo que contribuiu para a construção da imagem que mais tarde renderia ao cantor o apelido de “Príncipe das Trevas”.
Mais de cinco décadas depois, Black Sabbath continua sendo uma das músicas mais influentes da história do rock pesado.


