Lançada em 1968, Hey Jude se tornou uma das músicas mais importantes dos Beatles. Além do enorme sucesso comercial, a faixa chamou atenção pela sua estrutura incomum. Seu longo trecho final, marcado pelo coro coletivo, ajudou a transformá-la em um clássico.
No entanto, o impacto da música não ficou restrito ao público. Outros artistas da época também ficaram impressionados com a composição, incluindo Mick Jagger, dos Rolling Stones.
O impacto de Hey Jude em Mick Jagger
Em sua biografia Many Years From Now, Paul McCartney relembrou a reação de Jagger ao ouvir a música pela primeira vez.
Segundo o músico, Hey Jude foi apresentada em um clube de Londres antes de seu lançamento oficial. Na ocasião, o vocalista dos Rolling Stones teria ficado fascinado pela forma como a canção crescia ao longo de seus mais de sete minutos.
Além disso, McCartney revelou que o famoso trecho final surgiu de maneira espontânea. Durante as gravações, ele continuou improvisando a melodia e decidiu prolongar a música muito além do planejado.
A influência em You Can’t Always Get What You Want
Anos depois, Mick Jagger admitiu que Hey Jude influenciou o processo criativo de Let It Bleed, álbum lançado pelos Rolling Stones em 1969.
Em entrevista à Far Out, o cantor destacou principalmente o uso da orquestra. Segundo ele, os arranjos não serviam apenas como acompanhamento. Pelo contrário, eles acrescentavam novas camadas à música.
Por isso, muitos fãs enxergam essa influência em You Can’t Always Get What You Want, uma das faixas mais conhecidas da carreira dos Stones.
Dois clássicos que atravessaram gerações
Embora tenha identidade própria, You Can’t Always Get What You Want apresenta elementos que lembram o espírito grandioso de Hey Jude. A música começa com um coral e retorna a ele em diferentes momentos da composição.
Da mesma forma, o refrão se transforma em uma experiência coletiva. O público passa a participar ativamente da canção, criando uma conexão direta com a banda.
Enquanto os Beatles utilizaram o famoso coro de Hey Jude, os Rolling Stones encontraram sua própria forma de construir esse momento. Ainda assim, a inspiração é evidente.
Décadas depois, ambas as músicas continuam entre os maiores clássicos da história do rock. Além disso, servem como exemplo de como grandes artistas podem influenciar uns aos outros sem abrir mão de suas identidades.


