Movido a grandes hits, Maroon 5 comanda uma noite de sucessos no Rock in Rio

Adam Levine aparece nos telões durante show do Maroon 5 no Rock in Rio 2026
Maroon 5 encerra a noite no Rock in Rio 2026 com uma sequência de sucessos da carreira.

O Maroon 5 assumiu o encerramento da noite deste sábado (12), no Rock in Rio com a energia e o carisma de quem domina as paradas há décadas, entregando um show vibrante, repleto de músicas nostálgicas e uma forte sintonia com a multidão que lotou a Cidade do Rock.

A apresentação mostrou, mais uma vez, por que o grupo liderado por Adam Levine sustenta seu espaço, apostando em um repertório que costura desde os clássicos com pegada de pop rock, funk e R&B de Songs About Jane (2002) até os grandes hits do dance pop que dominaram as rádios na última década. Em contraponto, o apego aos grandes sucessos impede a banda de ir além do óbvio. Embora seja uma escolha compreensível pelo apelo popular, ela acaba estagnando o setlist e deixando no ar a sensação de déjà vu, visto que o Maroon 5 seguiu com setlists parecidas em suas duas outras participações no festival.

No entanto, isso não impediu a noite de ser um sucesso. A presença de um público intergeracional foi notável, com fãs de todas as idades cantando em uníssono tanto clássicos como This Love, Misery e Sunday Morning, quanto os sucessos da última década como Maps, One More Night e Girls Like You. Aproveitando essa sintonia, Adam Levine soube usar muito bem a passarela para se aproximar da plateia, interagindo de perto e puxando coros que ecoavam sem esforços. A experiência era construída estrategicamente através das introduções das músicas, que geraram um certo suspense com batidas e sons misteriosos até estourar com ritmos inconfundíveis dos hits

Em She Will Be Loved, ao descer da estrutura principal, Adam Levine caminhou pelas grades, pegou nas mãos dos fãs e proporcionou uma troca genuína de carinho com a multidão. O vocalista demonstrou conexão e apreço pelos fãs, transformando a experiência de escutar um de seus clássicos do pop rock de 2004 ao vivo ainda mais marcante. 

Moves Like Jagger colocou a multidão  para dançar logo de cara com seu ritmo contagiante, enquanto Animals trouxe um movimento contrário, criando um ambiente mais intimista, com uivos executados pelo vocalista e batidas agitadas de Matt Flynn (bateria). Foram dois momentos que tiraram gritos e animações por parte do público. 

O encerramento se deu com os hits, em sequência, de Payphone e Sugar, esta última funcionando como o verdadeiro sentimento de fim de festa da apresentação, com refrões de apelo direto para coro geral.

Em cima do palco, Maroon 5 se equilibra muito bem como um coletivo onde todos são fundamentais, com a solidez instrumental e sintonia rítmica se unindo entre a precisão das batidas de Matt Flynn e a pulsação do baixo de Sam Farrar, tal como à sofisticação das teclas de Jesse Carmichael e PJ Morton, além das guitarras afiadas de James Valentine. No entanto, é Adam quem comanda o espetáculo e dá o tom definitivo à performance com sua expressividade vocal e vigor intactos, entre vocais longos e fluidos, até os minutos finais.