Lorde emociona o Lollapalooza Brasil 2026 com show intenso e conexão com o público

Lorde durante sua apresentação no Lollapalooza 2026 em São Paulo, no Brasil | Foto: Reprodução/ Instagram/ @lollapaloozabr

A apresentação de Lorde foi um daqueles momentos em que o festival desacelera, não por falta de energia, mas porque todo mundo para pra sentir. Diante de uma multidão no Autódromo de Interlagos, a neozelandesa entregou um show que equilibra emoção, proximidade e um repertório que atravessa todas as fases da sua carreira.

A abertura com Hammer já indicava o tom, mas foi quando os primeiros acordes de Royals surgiram, mesmo em versão reduzida, que a conexão ficou evidente. A plateia assumiu a música, cantando cada verso como se fosse parte do próprio show.

Ao longo da apresentação, Lorde costurou diferentes momentos da discografia com naturalidade. Buzzcut Season, Perfect Places e Team mantiveram o público sempre presente, enquanto Supercut e The Louvre reforçaram o peso de Melodrama como um dos álbuns mais marcantes do pop recente.

O ponto mais íntimo veio com Liability. O silêncio e o mar de lanternas, que tomou conta do lugar foi quase absoluto, daqueles raros em festival, com milhares de pessoas completamente imersas em cada palavra.

Na reta final, a energia voltou a crescer. Durante What Was That, Lorde desceu do palco e se aproximou das primeiras filas, estreitando ainda mais a conexão. O ápice veio com Green Light, quando o coro coletivo transformou o encerramento em uma verdadeira catarse pop.

Com um set que também passou por Man of the Year, If She Could See Me Now, David e o clássico Ribs, Lorde entregou uma das apresentações mais emocionais e completas do Lollapalooza Brasil 2026.