O Supercombo volta ao Rock in Rio para tocar no Palco Supernova, quatro anos depois da primeira passagem da banda pelo festival. Dessa vez, a apresentação chega no meio da turnê do disco Caranguejo, lançado em duas partes ao longo do ano, e promete um repertório mais pesado do que o habitual.
No dia 5 de setembro, a banda sobe ao palco. Em entrevista à Moodgate, o Supercombo contou como recebeu o convite, o que vem por aí no show e como o amadurecimento da banda, com quase 20 anos de carreira, tem influenciado nas suas produções.
A volta ao palco que já tinha dado certo em 2022
Segundo a banda, o convite surgiu ainda durante a gravação do Caranguejo, por meio de um contato que Léo Ramos já tinha com a curadoria do palco.
“A gente já tinha tocado lá em 2022. Na época, estávamos terminando a turnê do disco Remédios e entrando na gravação do Caranguejo. O convite veio pelo Léo, que já tinha contato com o curador do palco. Eles conversaram e falaram “poxa, acabamos de lançar a parte 2 do Caranguejo, será que rola entrar aí?”. E os caras convidaram, acharam massa.”
A notícia foi dada em um momento em que a banda inteira estava reunida, o que tornou o momento ainda mais especial.
“A gente estava os quatro juntos nesse momento. Foi um rolê de banda mesmo. Estávamos no estúdio, íamos ensaiar, e chegou a notícia. Ficamos numa alegria enorme, comemoramos bastante, demos uns pulos.”
Caranguejo em duas partes e a resposta do público
O disco Caranguejo teve a primeira parte lançada em abril e, segundo a banda, a estratégia de dividir o lançamento em etapas funcionou bem com o público.
“Lançar em duas etapas foi certeiro com o nosso público. É muito bacana ver que, depois de tanto tempo e tantos discos, a galera ainda se interessa em mergulhar nas ideias que a gente cria. A galera está cantando as músicas ao vivo, e tenho certeza que no Rock in Rio também vai ser muito bom mandar as pedradas para a galera.”
O Palco Supernova como espaço para quem não está no mainstream
Assim como outras bandas da cena, o Supercombo destaca a importância de um palco dedicado a nomes que não ocupam os holofotes principais do festival.
“Acho extremamente importante que exista um palco assim dentro de um festival imenso como o Rock in Rio. Abrir espaço para artistas que não estão necessariamente no holofote do mainstream, num lugar que tanta gente tem acesso, é muito importante e muito legal que isso exista.”
A lembrança da edição de 2022, quando a banda dividiu o dia com nomes como Green Day e Avril Lavigne, ainda é forte.
“Ficamos surpresos porque no mesmo dia tinha Green Day e Avril Lavigne, e o nosso show era bem próximo do show dela. Achamos que talvez não tivesse muita gente para assistir, ficamos com o pé atrás, mas estava lotado. Foi um dos shows mais legais que fizemos na turnê do Remédios, talvez um dos melhores da carreira da gente.”
Para essa edição, a expectativa segue alta, com um detalhe a mais no currículo da banda.
“Montamos um set list especial, vamos lançar um monte de pancadaria lá, vai ser sensacional. Para a gente é uma alegria estar ali de novo, e ainda por cima vamos fechar o palco, o que também é uma resposta muito bacana. Só coisa boa vai sair desse rolê, e mal podemos esperar para chegar o dia 5.”
Uma setlist pensado para pesar mais no dia do metal
Para o show no Rock in Rio, o Supercombo já definiu uma estratégia diferente da usada no resto da turnê, buscando trazer um som mais pesado e não focar nos hits.
“A gente está planejando meter as pedradas, focar menos nos hits e mais nas músicas pesadas que temos ao longo da carreira, junto com as pedradas do Caranguejo, e fazer um show mais pesado. No dia que vamos tocar tem várias bandas de metal também, então a gente pensou nisso.”
Vinte anos de estrada e uma escrita mais madura
As letras do Supercombo sempre lidaram com sentimentos difíceis, e a banda reconhece que a paternidade de parte dos integrantes mudou o jeito de escrever.
“A banda tem quase 20 anos e a cabeça que a gente tem hoje é bem diferente da de 20 anos atrás. Eu e o Paulinho já somos pais, então vemos o mundo de um jeito um pouco diferente, e isso reflete nas letras. Não diria que é algo muito planejado, acontece de forma natural. Tem músicas no disco, como Testa e Alento, que são mais introspectivas, e eu acho elas bem maduras comparadas a outras faixas do mesmo disco.”
Sobre músicas que ganharam novos significados com o tempo, a banda cita duas faixas em especial.
“A que mais escutei relatos, várias versões de como tocou nas pessoas, foi Menina Lagarta, e também Maremotos. É muito legal ver que a música, depois que você solta ela no mundo, vai tomando outra forma, outros significados.”
Por onde começar a ouvir o Supercombo
Para quem vai assistir ao show sem conhecer a banda, a recomendação veio direto dos integrantes.
“Indicaria Deixa a Maré Te Levar. A letra já diz isso, deixa a maré te levar, então é só escutar. Complementaria com Maremotos, que também tem a ver com água, meio que conversa com Deixa a Maré Te Levar. E também o Piseiro Black Sabbath, que é uma música muito boa e divertida.”
Além do show, a banda já prepara novidades para as semanas seguintes.
“Vamos conseguir tocar as pedradas e também as músicas novas do Caranguejo. Daqui a uma semana lançamos o clipe novo de Deixa a Maré Te Levar e de Como se Fosse Ontem. Tem bastante coisa ainda para acontecer.”


